SEM CIRURGIA

Hérnia de disco: menos de 10% dos casos precisam de cirurgia, diz ortopedista

Tratamento costuma começar com medicamentos, fisioterapia e fortalecimento da musculatura que dá sustentação à coluna

Débora Meira
Publicado em 08/11/2026 às 14:39
Compartilhar

Cerca de 10% ou menos dos casos precisam de intervenção cirúrgica (Foto/Ilustrativa)

Receber o diagnóstico de hérnia de disco não significa, necessariamente, que o paciente precisará passar por uma cirurgia. Na maioria dos casos, o tratamento começa com medicamentos, fisioterapia e, posteriormente, reabilitação para fortalecer a musculatura e dar sustentação à coluna. A estimativa é do ortopedista Anderson Dias, que afirma que cerca de 10% ou menos dos casos precisam de intervenção cirúrgica. 

Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, o especialista explicou que o tratamento inicial é conservador, ou seja, sem cirurgia. Na fase aguda, quando há dor, podem ser utilizados medicamentos e fisioterapia. Com a melhora dos sintomas, o trabalho passa a incluir o fortalecimento da musculatura do abdômen e da região lombar. “À medida que a dor melhora, a gente tem que começar a fortalecer o core, o abdômen e a lombar. E isso vai dar sustentação”, explica. Segundo o médico, o fortalecimento ajuda a estabilizar a região e contribui para a recuperação. 

Outro ponto destacado por Anderson é que a hérnia de disco pode diminuir e até desaparecer com o passar do tempo. Isso ocorre porque o próprio organismo atua sobre o material do disco que extravasou. “A hérnia de disco pode sumir. Ela pode desaparecer com o tempo”, afirma. 

Apesar de a maioria dos pacientes poder seguir com o tratamento conservador, o ortopedista alerta que alguns sintomas neurológicos exigem atenção e avaliação médica rápida. Entre eles estão a perda de força nas pernas, a dificuldade de levantar a ponta do pé e a perda do controle da urina ou do intestino. “Esse é um caso que não dá para esperar muito. Esse tem que realmente ir para a cirurgia”, ressalta. 

Já nos quadros em que há dor, inclusive com irradiação para a perna, mas sem comprometimento neurológico grave, pode haver tempo para tentar o tratamento com medicamentos, fisioterapia e reabilitação. “Então, assim, 10%, talvez até menos dos casos de hérnia de disco, precisam de cirurgia”, estima Anderson. 

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por