CIDADE

Hospital Hélio Angotti reabre andar com 16 leitos reformados

Com cerca de quatro mil pacientes em tratamento, sendo mais de 93% deles atendidos via SUS, a instituição terá agora de buscar recursos para manutenção dos novos leitos

Thassiana Macedo
Publicado em 08/04/2014 às 10:18Atualizado em 19/12/2022 às 08:17
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Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central (ACCBC/Hospital Dr. Hélio Angotti) entregou ontem 16 leitos reformados no 6º andar da Torre I, a mais antiga das duas que compõem o hospital. O piso foi equiparado aos 44 leitos novos entregues em 2012. A restauração, que custou R$614.088, foi possível em virtude de apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) da 3ª Região, sediado em Uberlândia, que destinou mais da metade dos recursos investidos via Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Através da Rede de Proteção Social do Hospital, a ACCBC conseguiu a destinação de R$366 mil, por parte do MPT, cabendo à instituição a contrapartida de pouco mais de R$248 mil. De acordo com o presidente da ACCBC/Hospital Dr. Hélio Angotti, Délcio Scandiuzzi, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo hospital, a instituição entrega leitos em condições mais dignas aos pacientes. A apresentação dos novos leitos foi feita com a presença do Ministério Público do Trabalho, por meio do procurador Paulo

Veloso e do coordenador Eliaquim Queiroz, entre outras autoridades de Uberaba e da região.

Ele informa que a meta agora é conquistar novas ajudas e reformar os demais andares deste prédio. “Hoje é um dia histórico, pois as pessoas, quando vierem se tratar aqui, a partir de agora terão uma condição mais agradável. É difícil dizer a uma pessoa que ela tem câncer, mas é muito mais difícil dizer a ela que não há leito, remédio e ninguém para cuidar. Aqui há mais 16 leitos, mas cada um deles vai custar por mês R$27.850. Então, este andar vai custar mensalmente mais de R$445 mil. Esse é o grande desafio que nós temos, mas o SUS está aí e vem redimir as pessoas de indigente para cidadão”, destaca.

A diretoria da ACCBC estima em R$95.600 será o montante necessário para mobiliar e equipar o andar reformado. Com cerca de quatro mil pacientes em tratamento, sendo mais de 93% deles atendidos via SUS, a instituição terá agora de buscar recursos para manutenção dos novos leitos. Os gastos incluem limpeza, hotelaria, alimentação e profissionais de saúde.

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