CIDADE

IMA inicia fiscalização de vacinação antiaftosa

A segunda etapa da campanha, destinada para vacinação chegou a ser prorrogada em alguns municípios

Geórgia Santos
Publicado em 25/12/2012 às 10:03Atualizado em 19/12/2022 às 15:37
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Encerrada campanha de vacinação contra febre aftosa, e produtor que não apresentou declaração pode ser punido. A segunda etapa da campanha, destinada para vacinação de bovinos e bubalinos até 24 meses de idade, chegou a ser prorrogada em alguns municípios por conta da estiagem, mas o prazo final encerrou no último dia 17. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) ofereceu alguns dias de tolerância, mas a partir desta semana quem não vacinou pode ser punido.

De acordo com o coordenador do IMA em Uberaba, Rony Adolfo Hein, a prorrogação do prazo acabou confundindo alguns produtores, pois, normalmente quando encerra a segunda etapa de vacinação ainda é oferecido um prazo de 10 dias para que o produtor apresente no instituto a declaração, comprovando que a dose foi aplicada. Neste ano, por conta da prorrogação, não houve esse prazo, e muitos imaginaram que teriam esta tolerância.

“A campanha foi boa, houve a prorrogação do prazo por conta da estiagem, e até o início da semana passada, um dia após o término do prazo, na nossa região já estávamos atingindo o índice de 98%. Mas é preciso levar em consideração que alguns estão contando com o prazo de 10 dias, após o vencimento, para apresentar a declaração. Apesar de não ser oficial, tivemos uma tolerância de quatro dias, sem punição”, explica Rony.

Aqueles que não apresentaram a declaração podem ser punidos, no entanto o coordenador do IMA, esclarece que a intenção não é punir o produtor, e sim vacinar os animais no intuito de um dia erradicar a febre aftosa. Portanto, caso produtor não tenha imunizado o rebanho, pode ir até o Instituto e justificar o motivo do atraso. “É claro que a função punitiva faz parte do processo, tem que ser feita, mas esta não é a nossa intenção, oferecemos chances, nosso interesse é que realmente seja feita a vacinação”, explica Rony. Ele ressalta que em caso de punição, além de multa, o produtor fica proibido de comercializar o leite ou a carne do animal, e ainda é obrigado a vacinar.

Quanto a fiscalização pós-campanha, segundo o coordenador do IMA, os fiscais devem ir a campo, não de imediato, mas nos próximos dias. Serão de dois a três meses com visitas àqueles produtores que não imunizaram o rebanho. A primeira etapa, realizada em maio, quando são vacinados todos os animais, Rony revela que foram alcançados níveis satisfatórios de vacinação na região, de 99,89%.

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