No início do ano, o álcool saía da indústria pelo preço de R$1,86, sem impostos, e na semana passada estava a R$1,56, mas a redução não chegou às bombas
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No início do ano, o álcool saía da indústria pelo preço de R$1,86, sem impostos, e na semana passada estava a R$1,56, mas a redução não chegou às bombas Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) alerta que a redução no preço do etanol hidratado não tem sido repassada ao consumidor. A entidade afirma que, na produção, o valor do combustível sofreu queda de R$0,30, do início de janeiro até o março, mas essa diferença não chegou a algumas bombas. Segundo o presidente da Siamig, Mário Campos, no início de janeiro, o preço do litro do etanol na indústria era de R$1,86, sem impostos, e na semana passada caiu para R$1,56, enquanto que, na bomba, o combustível limpo e renovável estava a R$2,91, em janeiro, e na semana passada, a R$2,90 o litro, praticamente estável. “A redução do preço do etanol na indústria se deu em função da baixa demanda do etanol nesse período de entressafra, somada à grande quantidade de importação do produto no início deste ano – somente nos primeiros meses deste ano foram importados 450 milhões de litros –, o que prejudicou a demanda por parte do etanol das usinas produtoras”, esclarece o dirigente da associação. Em Uberaba, conforme pesquisas de preço realizadas pela Fundação Procon, na comparação do preço médio do etanol em janeiro e em março, houve redução de apenas R$0,11. Em postos onde o combustível apresentou o menor preço do mercado, a diferença foi de R$0,16, não chegando aos R$0,30 de redução na produção, que deveriam ter sido repassados aos consumidores uberabenses. Vale lembrar que essa variação também deveria chegar, mesmo que em menor valor, ao consumidor de gasolina, visto que desde 16 de março de 2015 o percentual obrigatório de etanol anidro combustível na gasolina comum é de 27%. E a diferença no preço médio foi o mesmo. Para Mário Campos, a redução na bomba propiciaria um consumo maior do etanol e a orientação do presidente da Siamig é que os consumidores façam a conta do rendimento do próprio veículo, sem se ater somente à convenção de que o etanol é mais rentável se ficar em 70% do preço da gasolina. “A relação de preço poderia ser ainda melhor para o consumidor se o governo federal não tivesse recomposto o PIS/Cofins no valor de R$0,12 por litro de etanol, a partir de 1º de janeiro deste ano, em razão da grande contribuição do etanol para a redução da poluição e do aquecimento global. Algumas usinas em Minas Gerais já vão iniciar a safra este mês e essa demora no repasse da queda dos preços prejudica muito o produtor e, principalmente, o consumidor”, afirma Mário Campos.