SMS está distribuindo repelentes e inseticidas; existem também as bombas costais e as especiais para dedetizar as casas
Fernanda Borges
Fahim Sawan lembra que o índice está acima da média aceitável, que é de 1%, portanto não é hora de relaxar
Índice de infestação do mosquito da dengue caiu, mas preocupação continua. A Secretaria Municipal de Saúde realizou na semana passada o Levantamento de Infestação Rápida do Aedes aegypti (LIRAa) de janeiro, e o índice registrado em toda cidade foi de 2,3%, o menor desde 2009. Em relação a 2013, em que o LIRAa foi de 5,3% em janeiro, segundo o secretário de Saúde, Fahim Sawan, houve redução, porém isto não significa que todos podem relaxar, pois, apesar de ser menor, o índice está acima da média aceitável, que é de 1%.
De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, em 2009 o LIRAa foi de 1,7% em janeiro; em 2010 houve aumento na infestação, subindo para 2,8%; o mesmo percentual se manteve em 2011, e o número cresceu em 2012, com o índice de 3,4%. E em 2013 registrou-se o LIRAa mais alto dos últimos tempos: 5,34%. Portanto, houve redução neste ano, mas o trabalho continua.
“Estamos realizando o trabalho de contenção do mosquito desde maio do ano passado, porém, com a chuva, a preocupação deve ser redobrada. Mudamos a nossa filosofia de trabalho no combate à dengue. Não estamos esperando aparecer pessoas doentes para fazer o combate. Assim que descobrimos o foco com as armadilhas que montamos, realizamos o trabalho, e isso tem funcionado, tanto que registramos até o dia 13 de janeiro 23 casos da doença, enquanto que neste período do ano passado tínhamos mais de cinco mil casos”, explica o secretário. Ele ressalta que, apesar de não ter aumentado o registro de doentes, está acontecendo o crescimento do número de mosquitos, e para isto é preciso todo tipo de combate.
A Secretaria de Saúde está distribuindo repelentes e inseticidas; existem também as bombas costais e algumas são especiais para fazer a dedetização dentro das casas. Mas falta uma ferramenta importante que é o UBV pesado (através de veículos), que pertence ao Estado. Portanto, segundo Fahim, foi redigido um ofício à Gerência Regional de Saúde pedindo ajuda no fornecimento de veneno e também do UBV pesado. Também foi solicitado aos governos federal e estadual o envio de verbas aplicadas no combate à dengue.
“Na verdade, esse é um trabalho de toda a população, principalmente daquelas pessoas que já tiveram dengue, e com a situação atual, lotação no Hospital de Clínicas, e à espera da inauguração do Hospital Universitário e também do Hospital Regional, isto torna a situação mais preocupante em caso de epidemia. Faço o alerta também para aquelas pessoas hipertensas, que possuem diabetes, problemas cardíacos, estão em tratamento de câncer ou fazendo hemodiálises: como são mais suscetíveis à dengue, precisam de cuidado redobrado”, explica Sawan.