CIDADE

Integrantes do MST acampados em praça podem fazer audiência

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra permanecem acampados na praça Pio XII, no bairro Gameleiras

Paulo Borges
Publicado em 22/04/2012 às 13:03Atualizado em 19/12/2022 às 20:04
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Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampados na praça Pio XII, no bairro Gameleiras. Após serem retirados de uma fazenda na região de Uberaba, a qual havia sido ocupada na noite de quarta-feira (18), o grupo ainda não sabe se permanecerá no local. No entanto, é certo que eles fiquem na cidade pelo menos até a próxima quarta-feira (25), quando pretendem realizar uma audiência pública.

Há 20 anos integrando a direção nacional do movimento, Marili Zacarias, 42 anos, afirma que os sem terra vivem um momento de repressão, “principalmente pela sociedade dos fazendeiros da terra do zebu, donos de latifúndios”. Segundo ela, o movimento já fez uma denúncia em níveis nacional e internacional, e agora quer reforçar tal denúncia para a sociedade do Triângulo Mineiro. “Somos a contradição do agronegócio, principalmente aqui, com toda a cultura dos “zebueiros”, que não pensam no desenvolvimento da agricultura camponesa, familiar, a não ser a partir do agronegócio”, avaliou.

Sempre reafirmando que o acampamento montado na praça visa o diálogo com a sociedade, Marili diz que os integrantes estão articulando uma audiência pública, na qual pretendem reunir autoridades de todos os setores, inclusive da segurança pública. “Queremos uma reforma em nível de estado e também nacional. Por isso queremos que a sociedade venha e se intere das questões. A violência aqui na região é muito grande, é física, chegando ao ponto de matar. Existe o abuso de autoridade, no sentido de amedrontar”, reforçou, avaliando a forma como a polícia tem tratado o caso e os integrantes do movimento. “A repressão aqui acontece de várias formas. Chamar-nos de criminosos já é uma violência. Reforma agrária é uma questão social e não deve ser tratada como caso de polícia”, ponderou.

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