No dia 10 de agosto, sexta-feira, antevéspera do Dia dos Pais, a Cemig programa interrupção no fornecimento de energia na região da avenida Guilherme Ferreira, próximo à Uniube
No dia 10 de agosto, sexta-feira, antevéspera do Dia dos Pais, a Cemig programa interrupção no fornecimento de energia na região da avenida Guilherme Ferreira, próximo à Universidade de Uberaba. No entanto, tal ação já gera desconforto e indignação na população local, sobretudo a empresários e comerciantes. A interrupção acontece das 13h às 17h, conforme informou a Cemig.
É o caso do empresário Arilton Alves Vieira, proprietário de empresa prestadora de serviços em impressões em gigantografia, painéis, banners e computação gráfica. Para ele, que inclusive produziu um manifesto de insatisfação, há certa arbitrariedade na decisão da estatal. “Não queremos atrapalhar o trabalho da Cemig. No entanto, esse tipo de trabalho poderia perfeitamente ser realizado em outro dia e fora do horário comercial. Mas, tendo em vista essa medida, entendemos que os serviços prestados estão muito arcaicos, talvez até por culpa da administração pública, que não tem acompanhado esse tipo de trabalho”, disse, relembrando os problemas causados na última semana, quando, no dia 24 de julho, a estatal promoveu o mesmo serviço nas imediações da praça Manoel Terra, próximo ao Mercado Municipal. Na ocasião, vários cabos foram deixados enrolados em postes, além de os telefones terem ficado mudos. “Naquele dia, eles prometeram religar a energia às 17h30, mas ficamos sem o fornecimento até após às 20h”, revela.
Questionado se irá tentar reverter a decisão da empresa, Arilton disse que a Cemig costuma ser irredutível nesses casos. Ainda assim, ele e outros comerciantes da região pretendem tomar alguma atitude. “Isso nos gera alguns prejuízos. Mas, devido ao desgaste para sermos ressarcidos, não corremos atrás. Mas, infelizmente, desta vez, não há como ficar sem tomar uma medida cabível”, disse, repetindo o que havia redigido em seu manifesto enviado ao Jornal da Manhã. “Iremos recorrer às vias judiciais cabíveis caso registremos prejuízos. Além dessa decisão errada, o que vejo é uma constante queda de energia em toda a cidade. Isso tudo nos gera transtornos e prejuízos”, encerrou.
A reportagem tentou falar com o gerente comercial da Cemig, Hudson Elvis, para comentar o caso. No entanto, ele não foi encontrado até o fechamento desta edição.