Codau revela que o problema fora da área de sua responsabilidade, bem como a depredação da mata ciliar, é da Polícia Ambiental
Arquivo/Fernanda Borges
Região fica lotada de banhistas, que fazem churrasco à beira do rio e ainda deixam o local totalmente sujo
Moradores do entorno da captação de água no rio Uberaba estão preocupados com o uso indevido do local. Mesmo com placas indicativas e a presença de uma guarita, nos fins de semana a região fica lotada de banhistas, que fazem churrasco à beira do rio e ainda deixam o local sujo, com restos de comida e latas. Como o uso do local para nadar é proibido, a população se preocupa com a qualidade da água.
Uma estudante, que preferiu manter a identidade preservada, disse que está impressionada com a situação vislumbrada todas as vezes que vai visitar os pais, que moram na região. “Alguma atitude precisa ser tomada. A beira do rio está cada vez mais suja. Mesmo com a sinalização proibindo a presença de banhistas e, também, uma guarita com um funcionário do Codau, as pessoas fazem a festa no local e nem mesmo se preocupam em recolher a sujeira deixada por eles. É preciso intensificar a fiscalização, quem sabe punir as pessoas que estão usando o local de forma indevida”, explica.
A situação fica ainda mais preocupante porque esta água é usada para o abastecimento da cidade. “Sei que a água passa por um tratamento, mas se existe a proibição de nadar no rio naquela região, é porque algo pode acontecer. Além disso, vimos uma árvore que foi queimada à margem do rio e, por ser mata ciliar, isso não pode acontecer”, afirma a estudante, que ainda ressalta a presença de usuários de droga durante a noite.
De acordo com nota encaminhada pela assessoria de imprensa do Codau, a área que é de sua responsabilidade, onde estão instaladas a barragem e a casa de máquinas, é cercada e ainda existem equipes da autarquia trabalhando 24 horas por dia. O Codau garante que não há invasões e revela ainda que o problema fora desta área e a depredação da mata ciliar são responsabilidade da Polícia Militar Ambiental.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a Polícia Ambiental. Entretanto, não foi possível obter reposta sobre esta situação.