CIDADE

Lojistas enfrentam escassez de mão de obra

Assim como acontece em outros setores, como na área industrial, os lojistas também estão enfrentando dificuldade

Geórgia Santos
Publicado em 01/01/2014 às 13:08Atualizado em 19/12/2022 às 09:36
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Falta de mão de obra qualificada também é uma realidade no comércio em Uberaba. Assim como acontece em outros setores, como na área industrial, os lojistas também estão enfrentando dificuldade em encontrar pessoas com qualificação na área de venda, mesmo com a oferta de cursos em instituições como o Senac e também no Pronatec, do governo federal. Segundo o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto, ainda é comum encontrar currículos em que o candidato não é qualificado.

“Com certeza esse é um problema nacional. Não se investe em qualificação de pessoas. O governo lançou o Pronatec, mas o que temos percebido é que as pessoas que já estão atuando em uma determinada atividade são as que procuram o programa para se aprimorar e trocar de atividade em função de remuneração maior, e não aquelas que estão fora do mercado de trabalho e deveriam se qualificar para um emprego. Esta é uma situação que acontece de forma geral, e não é exclusiva do setor supermercadista, por exemplo. Isso é ruim, pois o país e as empresas precisam crescer e se deparam com esse entrave”, explica Manoel.

Segundo o presidente classista, é preciso que se discuta o assunto, elaborando um grande projeto de melhoria dessa situação, principalmente para trazer aquelas pessoas que não estão no mercado de trabalho. De acordo com ele, é preciso pensar em mudanças, flexibilizar a legislação trabalhista, permitindo que menores de 16 anos também possam trabalhar, tudo dentro dos limites, respeitando os horários de estudo. “Penso que o menor pode trabalhar, sim, desde que esteja estudando em um período e trabalhando no outro. Não vejo problema algum, basta flexibilizar as leis trabalhistas para que jovens de 13 anos, por exemplo, possam trabalhar quatro horas por dia. Eu, particularmente, comecei a trabalhar aos 11 anos, e atualmente os jovens ficam maduros mais cedo e necessariamente teriam que estar mais cedo no mercado de trabalho, o que também pode ajudar na redução da criminalidade”, explica.

Ainda de acordo com Miguel, a dificuldade de hoje no comércio é encontrar pessoas que querem trabalhar e, depois de contratadas, aquelas que querem se qualificar, pois muitos não veem a profissão de vendedor como a que desejam para toda vida. “Na verdade, não são vendedores, apenas estão vendedores”, diz ele. Neste sentido, junto ao Sebrae, no intuito de mudar essa realidade, a Aciu lançou o “Atendimento Nota 10”, para incentivar os vendedores a se aprimorarem, mas mesmo assim a expectativa da entidade para qualificação de pessoas ficou abaixo da realidade, pois nem todos se dispuseram a realizar os cursos inseridos na proposta.

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