CIDADE

Lotação de pronto-socorro faz PMU acelerar Hospital Regional

Até o fim da tarde desta segunda-feira (5) havia 45 pessoas internadas no Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da UFTM, sendo que 22 estavam alojadas no corredor do hospital

Thassiana Macedo
Publicado em 06/11/2012 às 15:48Atualizado em 19/12/2022 às 16:27
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Até o fim da tarde desta segunda-feira (5) havia 45 pessoas internadas no Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da UFTM, sendo que 22 estavam alojadas no corredor do hospital e 23 necessitavam de ventilação pulmonar artificial, embora a capacidade para a unidade seja de 21 pessoas, confirmando quadro caótico já noticiado pelo Jornal da Manhã. Durante coletiva, secretário municipal de Saúde, Valdemar Hial, ressaltou que o problema é antigo e conhecido, mas reafirmou que, mesmo assim, hospital deve estar pronto para receber quem precisar de atendimento.

Hial destaca que a entrega do Hospital Regional, que deve ser inaugurado em caráter de urgência até dia 15 de dezembro, vai apenas aliviar a demanda do Hospital de Clínicas na recepção dos casos de média complexidade, cujo problema é de saturação dos pontos de oxigênio para respiração. O secretário ressalta que aqueles pacientes que estão ocupando leitos de média complexidade passarão a ocupar leitos do Hospital Regional. “Sei o que é o pronto-socorro, chega um momento em que ele satura mesmo. Agora, não podemos, em hipótese alguma, deixar a classificação de risco de lado. Casos de urgência urgentíssima vão ser internados sim, vai na vaga zero, pois não pode ser de outra maneira”, afirma.

O secretário destaca que existe a possibilidade de hospitais de Araxá, Frutal e outras cidades da macrorregião receberem pacientes para desafogar o HC. Além disso, é de competência da Central de Regulação do Estado, através do sistema SUS Fácil, a contratação dos leitos necessários ainda em hospitais particulares. No entanto, o preço oferecido pelo SUS não foi aceito pelas instituições privadas. “O nosso grande problema é urgência e emergência. Quando vejo alguns candidatos falarem que o problema é de UPA, estão faltando com a realidade, pois enquanto não se abrir a porta de estrangulamento, não adiantarão mais UPAs. Elas têm que dar resolução em 24 horas, mas estamos com 13 pacientes na UPA São Benedito e outros três na UPA do Mirante, sendo três necessitando de respiração mecânica em caráter de urgência que precisavam estar no Hospital Escola, Universitário ou Hélio Angotti, mas estamos segurando esses pacientes até 15 dias. Isso não é função de uma UPA”, esclarece Hial.

Para Valdemar Hial, o município precisa da criação de novos leitos, porém tem caminhado no sentido inverso, fechando hospitais, como Santa Helena, São Paulo, São Lucas, entre outros.

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