CIDADE

Manifestantes organizam protesto no calçadão e pedem a saída de Fahim

Grupo de manifestantes organizou protesto no calçadão da Artur Machado ontem; intuito era denunciar o descaso com a saúde

Thassiana Macedo
Publicado em 03/12/2014 às 21:38Atualizado em 17/12/2022 às 02:24
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Grupo de manifestantes organizou protesto no calçadão da rua Artur Machado na tarde de ontem. O intuito era denunciar o descaso com a saúde do município, bem como pedir a exoneração do secretário municipal de Saúde do cargo. O evento foi organizado na rede social Facebook, intitulado “Fora Fahim Sawan – A saúde está um caos”.

De acordo com um dos organizadores do protesto, o empresário Diego Borges Rezende, o grupo é contra a escolha da Pró-Saúde para administrar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do município, medida que consideram como privatização do sistema de saúde local. “Já que está privatizando, então não precisamos de secretário de Saúde que, inclusive, já não faz nada. Falta de tudo nas UPAs, desde seringas até medicamentos, como dipirona, por exemplo, daí a nossa revolta. Precisamos que o problema seja resolvido ou o nosso secretário peça para sair. Já que temos direito ao SUS, queremos uma saúde digna”, afirma.

Rezende ressalta que o grupo prevê a realização de mais manifestações e ainda promete participar da votação na Câmara Municipal, do Projeto de Lei 268/14, que altera a Lei Municipal 11.840/13, que autoriza o Executivo contratar organizações sociais (OS) para a Saúde.

O empresário denuncia ainda que a falta de materiais e estrutura adequada nas unidades de saúde pode prejudicar o tratamento de pacientes que procuram o SUS como único recurso para o acesso ao atendimento médico. “Tenho fotos de um papel timbrado de uma unidade de saúde pedindo aos usuários para levarem celular ou uma máquina fotográfica para poder tirar foto de resultados de exames, porque a Prefeitura não tem chapa de impressão. Agora eu pergunto, se um usuário não tiver condições de ter isso, ele não poderá ser medicado ou tratado? Não vamos admitir terceirizar a Saúde, ainda mais por uma empresa que tem mais de 200 processos, que o programa CQC, da Band, denunciou, que o Fantástico, da Globo, denunciou e que o nosso prefeito está admitindo”, reclama.

Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan, se diz tranquilo a respeito da situação. Ele destaca que o que se pretende não é a privatização da saúde e lembra que a Pró-Saúde administra hoje 56 hospitais no Brasil. “É um modelo que foi escolhido pelo governo para administrar nosso hospital e eles só podem falar sobre isso depois e se não der certo. Esperem para ver o resultado a partir de janeiro, primeiro nas UPAs e depois no Hospital Regional”, diz.

Fahim afirma que desconhece a existência de processos contra a Organização e lembra que quem tem competência para analisar isso é a Procuradoria do município. O secretário acredita ainda que o movimento desta terça-feira no calçadão da rua Artur Machado tenha motivação política.

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