CIDADE

Material escolar tem variação de até 900%

Entre os dias 11 e 14 de janeiro, o Procon Uberaba visitou sete estabelecimentos comerciais em diversos pontos da cidade e pesquisou 65 itens da lista de material escolar

Thassiana Macedo
Publicado em 25/01/2013 às 10:21Atualizado em 19/12/2022 às 15:06
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Entre os dias 11 e 14 de janeiro, o Procon Uberaba visitou sete estabelecimentos comerciais em diversos pontos da cidade e pesquisou 65 itens da lista de material escolar. O levantamento traz variações de preços que podem chegar a até 900%. O Jornal da Manhã publica ao lado a relação de todos os itens pesquisados com suas respectivas variações em cada estabelecimento.

Entre os itens com maior variação de preço estão o apontador simples de lápis, encontrado por R$ 0,15, mas também por R$ 1,50, e saco plástico tamanho ofício com quatro furos para pasta, cujo pacote com 10 folhas está sendo vendido por R$ 0,20, o preço mínimo, e R$ 2,00, preço máximo. Isso representa uma variação de 900% de uma papelaria para a outra. Outros produtos que também apresentaram altas variações são a caixa com 6 canetas hidrográficas, vendida a R$ 1,36 e a R$ 6,85, e a caixa com 12 canetas, de R$ 2,50 à R$ 14,50, uma variação de 403% a 480%. A régua plástica de 50 cm foi encontrada a R$ 0,45 e a R$ 2,40, variando 433%.

O caderno brochurão também é outro vilão da lista de materiais, pois está sendo vendido por R$ 0,60, mas há locais que oferecem o mesmo produto por R$ 2,50. Ou seja, com uma variação de mais de 316%. A cola em bastão grande 21g sofreu variação de 314%, sendo vendida a R$ 0,70 e a R$ 2,90. Já os dois tamanhos de esquadro plástico tiveram variação de 300%, sendo encontrados a R$ 0,50 e à R$ 2,00. A borracha bicolor teve variação de 250% com preços de R$ 0,20 a R$ 0,70.

De acordo com a coordenadora do Procon, Eclair Gonçalves Gomes, esta pesquisa vai ajudar o consumidor a fazer economia no orçamento familiar facilitando a busca por melhores preços sem perder a qualidade dos produtos. “Nós verificamos diferenças significativas. Se levarmos em consideração a quantidade de itens que foram pesquisados vamos chegar a uma boa economia a partir do momento que as pessoas fizerem pesquisa de preço em pelo menos três estabelecimentos”, frisa.

A coordenadora destaca ainda, que a pesquisa também serve como parâmetro para os comerciantes ajustarem seus produtos e suas condutas. “Gostaria de alertar aos pais que percebemos um tipo de prática infrativa por parte de estabelecimentos que têm se recusado a vender um produto se não for pela lista cheia. Isso não pode acontecer, pois é condicionamento, e é totalmente punível pelo Código de Defesa do Consumidor. O consumidor tem direito a comprar cada item que for ofertado em um estabelecimento sem que, obrigatoriamente, tenha que comprar a lista cheia. Isso é abusivo e nenhum consumidor deve aceitar. Ao detectá-la deve denunciar ao Procon para que possamos fazer a fiscalização e as autuações necessárias”, explica Eclair Gonçalves. O resultado completo da pesquisa está disponível no site da Prefeitura Municipal de Uberaba pelo www.uberaba.mg.gov.br.

 

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