Médica que trabalha e reside nas proximidades da avenida Leopoldino de Oliveira questiona instalação de placas indicativas com o sinal de “proibido estacionar”, ao longo da via. Segundo Esther Luisa, não houve aviso prévio por parte da Prefeitura, sendo que muitos motoristas ainda estacionam na avenida, mesmo com as placas já instaladas.
“Nós, que moramos aqui, aguentamos todas as mudanças possíveis. Só que as alterações de trânsito são loucas, inesperadas e sem aviso. As ruas colaterais já estão com placas de proibido estacionar e, agora, em toda a avenida não é permitido estacionar. Só sobrou a subida do Uberabão, já que a descida é reservada apenas aos ônibus. Está tudo proibido para estacionar. Como as pessoas vão chegar aos seus trabalhos? Como chegarão às suas casas? Estou questionando a antecipação”, disse, em tom de desabafo e desagrado. “Estamos completamente sem acessibilidade. Está faltando alguém olhar, planejar. Estamos sendo muito prejudicados. O Jaime Lerner diz que não gosta de carro. Então, vamos chegar aqui de helicóptero, já que antes era de jet ski, pois agora não teremos mais enchentes, se Deus quiser”, reforçou.
Em resposta à reclamação da moradora, o prefeito Anderson Adauto explicou que a instalação das placas com antecedência é apenas um aviso prévio e ninguém que estacionou ao longo da Leopoldino de Oliveira foi multado. “Apenas mostramos que ninguém vai poder estacionar a partir de sábado, dia 25 [hoje]. Estamos liberando a Leopoldino e vamos ficar com duas transversais fechadas [Segismundo Mendes e Major Eustáquio] para que possamos concluir o trabalho do Água Viva e da construção do outro canal”, explicou.
Vale lembrar que a interdição das ruas Major Eustáquio e Segismundo Mendes deve durar em torno de 15 dias. A expectativa é de que os problemas no trânsito sejam menores do que os já registrados, uma vez que a Leopoldino de Oliveira e o acesso à Santos Dumont estarão liberados.