A ação de retirada dos vasos já encontra resistência. De acordo com o médico psiquiatra Daniel Hercos, a medida é agressiva
A ação de retirada dos vasos já encontra resistência. De acordo com o médico psiquiatra Daniel Hercos, a medida é agressiva e ele entende que não é preciso retirar os vasos para combater a dengue. “Desta forma, a Prefeitura está dando um tiro de canhão achando que vai matar o mosquito. Com a retirada dos vasos será preciso arrebentar monumentos históricos da cidade, pois existem túmulos do século XIX no cemitério São João Batista e mesmo assim não será uma ação eficaz”, afirma.
Daniel entende que a PMU deveria ter respaldo técnico para esta atitude, com posicionamento de especialista, para chegar à conclusão de que existem outros meios de resolver o problema. “A pluralidade dos criadouros envolve muito mais que os vasos do cemitério”, afirma.
O médico não é o único a se posicionar contra a medida. Técnico que já atuou na área de zoonoses explica que os cemitérios, assim como borracharias e ferros-velhos, precisam ser monitorados permanentemente, com a visita dos agentes a, pelo menos, cada 15 dias e a colocação de produto que combate a larva em todos os pontos que acumulam água. O técnico explica ainda que seria muito mais prática a colocação de areia em cada vaso do que a sua retirada.
Citando experiência própria, o profissional diz que nos cemitérios não são apenas os vasos que acumulam água. Ele cita a existência de túmulos antigos, cheios de detalhes, que não podem ser destruídos. “É preciso fazer o tratamento eficaz. O aumento do LIRAa na região do Tutunas não pode ser causado pelo cemitério. Se isto acontece, é porque o serviço não está sendo bem realizado”, argumenta o técnico.