CIDADE

Médicos da UFTM e das unidades do município aderem à paralisação

Movimento promete para hoje manifestação pelas ruas da cidade a partir de 16h, com saída da porta do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Mára Santos
Publicado em 31/07/2013 às 11:10Atualizado em 19/12/2022 às 11:46
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Fernanda Borges

Estudante do 6º ano de Medicina informa que médicos de várias divisões da UFTM e UBSs aderiram ao movimento

Médicos de Uberaba aderiram à paralisação nacional proposta pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e na manhã desta terça-feira se concentraram na porta do Ambulatório Central - Maria da Glória - da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Para hoje está prevista uma manifestação, a partir de 16h, com a concentração marcada para a porta do Hospital de Clínicas. O trajeto da passeata será definido hoje pela organização do movimento.

O movimento segue calendário nacional da Fenam na luta contra o programa "Mais Médicos" e os vetos à lei que regulamenta o exercício da Medicina – o Ato Médico. Segundo o estudante do 6º ano de Medicina Hernane Bahia Fernandes, grande parte do serviço clínico do Hospital de Clínicas da UFTM e profissionais de várias unidades básicas de saúde do município aderiram ao movimento, mas não soube precisar o número exato para a adesão. “Esperamos uma adesão importante, que tenha uma significância municipal e que possa ter expressividade para atingir nosso objetivo”, explicou.

Ainda de acordo com o estudante, o principal foco da mobilização é o programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal este ano como solução para o problema da saúde no país. Ele fez questão de deixar bem claro que médicos estrangeiros são bem-vindos ao país, desde que tenham seus diplomas validados e certificados pelo exame Revalida e passem por teste de proficiência na língua portuguesa.

Segundo ele, a criação de mais vagas no curso de Medicina e para residência médica nas universidades brasileiras e nos hospitais é considerada uma proposta eleitoreira, já que não resolve o problema da falta de infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a Fenam, a proposta de transformar os dois anos adicionais de Medicina em residência médica não possui parâmetros para ser considerada uma especialização, a qual precisa de autorização e critérios rigorosos para funcionamento.

Hernane afirma que nestes dois dias de paralisação apenas os serviços de urgência e emergência continuarão funcionando normalmente neste período.

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