Movimento promete para hoje manifestação pelas ruas da cidade a partir de 16h, com saída da porta do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Fernanda Borges
Estudante do 6º ano de Medicina informa que médicos de várias divisões da UFTM e UBSs aderiram ao movimento
Médicos de Uberaba aderiram à paralisação nacional proposta pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e na manhã desta terça-feira se concentraram na porta do Ambulatório Central - Maria da Glória - da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Para hoje está prevista uma manifestação, a partir de 16h, com a concentração marcada para a porta do Hospital de Clínicas. O trajeto da passeata será definido hoje pela organização do movimento.
O movimento segue calendário nacional da Fenam na luta contra o programa "Mais Médicos" e os vetos à lei que regulamenta o exercício da Medicina – o Ato Médico. Segundo o estudante do 6º ano de Medicina Hernane Bahia Fernandes, grande parte do serviço clínico do Hospital de Clínicas da UFTM e profissionais de várias unidades básicas de saúde do município aderiram ao movimento, mas não soube precisar o número exato para a adesão. “Esperamos uma adesão importante, que tenha uma significância municipal e que possa ter expressividade para atingir nosso objetivo”, explicou.
Ainda de acordo com o estudante, o principal foco da mobilização é o programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal este ano como solução para o problema da saúde no país. Ele fez questão de deixar bem claro que médicos estrangeiros são bem-vindos ao país, desde que tenham seus diplomas validados e certificados pelo exame Revalida e passem por teste de proficiência na língua portuguesa.
Segundo ele, a criação de mais vagas no curso de Medicina e para residência médica nas universidades brasileiras e nos hospitais é considerada uma proposta eleitoreira, já que não resolve o problema da falta de infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a Fenam, a proposta de transformar os dois anos adicionais de Medicina em residência médica não possui parâmetros para ser considerada uma especialização, a qual precisa de autorização e critérios rigorosos para funcionamento.
Hernane afirma que nestes dois dias de paralisação apenas os serviços de urgência e emergência continuarão funcionando normalmente neste período.