Segundo diretor do Sindicato dos Eletricitários o número de adesão foi considerado baixo, pois os funcionários estão com medo de represálias
Trabalhadores da Cemig realizaram paralisação ontem. O manifesto aconteceu em todo o Estado de Minas Gerais e em Uberaba apenas 10% dos funcionários aderiram. Segundo o diretor do Sindicato dos Eletricitários, Wellington Wilian dos Santos, o número de adesão foi considerado baixo, pois os funcionários estão com medo de represálias.
A paralisação teve o objetivo de cancelar medidas estipuladas pela companhia, envolvendo as atividades dos funcionários. “Estamos indignados com a política equivocada para os trabalhadores da Cemig, que persegue, pune e demite trabalhador, ao mesmo tempo em que concede privilégios, criando péssimo clima de trabalho dentro da empresa”, explica.
Segundo Wellington Wilian, foi um protesto contra a direção da empresa, pedindo a sensibilização da sociedade e do governador Antonio Anastasia. “Estamos lutando contra as demissões realizadas pela Cemig de seis trabalhadores da empresa que participaram da campanha salarial do ano passado. A Cemig não alegou motivos e ao nosso entender foi um posicionamento político, pelo fato dos funcionários terem participado das ações. Lutamos também contra a Instrução de Pessoal 8.3, publicada no dia 1° de março, em que foram estabelecidas normas de punição ao trabalhador, com advertências, suspensão de até 21 dias ou demissão por justa causa para os funcionários que cometerem infrações de trânsito e tiverem multas de todos os tipos. Nesta mesma instrução ficou estabelecido que os funcionários serão punidos quando acontecer acidentes de trabalho, mesmo que por empresas terceirizadas da companhia. Para resolver os problemas dos acidentes fatais, a Cemig quer transferir a responsabilidade para o trabalhador operacional”, explica o diretor do Sindicato dos Eletricitários, Wellington Wilian.
Os sindicalistas destacam também que nos últimos anos, a empresa não cumpriu a meta de DEC (tempo que a empresa leva para restabelecer o serviço de energia), definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além de não garantir a qualidade dos serviços, a Cemig falha na questão da segurança dos seus trabalhadores. Há 12 anos os acidentes de trabalho matam um eletricitário em serviço da empresa a cada 45 dias.