Clientes questionam a obrigatoriedade de os bancos seguirem legislação municipal que determina o tempo máximo de espera na fila
Clientes questionam a obrigatoriedade de os bancos seguirem a legislação municipal que determina o tempo máximo de espera na fila, mesmo com a greve. A paralisação dos bancários, que chega ao 15° dia, inevitavelmente está causando alguns transtornos à população que precisa realizar os serviços bancários, mas, com a ausência dos profissionais, os trabalhos estão mais lentos e confusos. Em alguns casos o tempo de espera na fila dos caixas está ultrapassando o permitido em lei - 20 minutos -, o que não deveria acontecer, mesmo em tempos de greve.
Os representantes do Sindicato dos Bancários pedem, mais uma vez, a compreensão da população, pois a categoria sofre com as condições de trabalho oferecidas pelos banqueiros, que ainda oferecem reajuste salarial sem aumento real, apenas o índice da inflação. Entretanto, mesmo com a greve, os bancos devem obedecer à lei. “Estamos seguindo a legislação de manter ao menos 30% do efetivo trabalhando, mas, independente disso, os banqueiros não podem ir contra a lei municipal que estipula o tempo máximo de espera na fila e temos a informação de que isso está acontecendo. Em alguns casos a espera chega a ser de duas horas. Sendo assim, pedimos para que a população procure o Procon, no intuito de que seja feita a autuação”, explica o vice-presidente do sindicato, Reginaldo Palhares.
Por sua vez, a diretora do Procon, Eclair Gonçalves, confirma que o banco pode, sim, ser autuado por estar desobedecendo à legislação. “A lei não perde a eficácia por conta da greve, que é uma excepcionalidade, e neste caso ela foi considerada legal, mas há algumas particularidades que temos de observar, é preciso ter bom senso”, explica Eclair, ressaltando que o Procon continua com a fiscalização e os bancos devem observar o atendimento e manter a normalidade, mas é claro que haverá atrasos, pois existe uma greve, e o órgão de defesa do consumidor não pode interferir.