Dois meses após garantirem a casa própria, alguns moradores do Jardim Alvorada, conjunto construído por meio do programa Minha Casa Minha Vida, já sofrem com problemas de infraestrutura. A construção de muros de arrimo somente em alguns imóveis chama a atenção e causa indignação à população.
A mototaxista Samer Elisângela Vieira, 33 anos, moradora da rua Antônia Nogueira de Resende Maud, antiga rua “O”, conta que não possui condições de construir o muro de arrimo e que isso a impede de construir o muro para cercar seu imóvel. Segundo ela, o que mais causa estranheza é o fato de algumas casas terem sido entregues com a obra e outras não.
Para construir o muro de arrimo e posteriormente o outro muro, os moradores precisam, antes, retirar a terra localizada atrás das casas. Essa, no entanto, é a grande dificuldade. “Não temos como retirar essa terra e nem encontramos quem tire. Está muito complicado. Fomos à Prefeitura e também à Cohagra e eles ficam com aquele jogo de empurra-empurra. Aliás, na Cohagra, disseram que não podem fazer nada, que temos que fazer isso e pagar com nosso dinheiro. Só que não temos condições. Para retirar a terra, fica algo em torno de R$900. Lá na Caixa Econômica, nem fomos atendidos. Sinceramente, não sabemos o que fazer”, conta, lamentando o fato de, devido à insegurança, os mutuários nem saem de casa. “Como sair e deixar a casa desprotegida?”, questiona a mototaxista.
A reportagem do Jornal da Manhã tentou localizar, na PMU, o responsável pelo caso. O mesmo foi feito junto à Cohagra. No entanto, até o fechamento desta edição ninguém havia sido localizado para comentar o assunto.