A conquista da casa própria foi comemorada por pouco tempo pelo carpinteiro Pedro dos Reis Rocha. A chuva de segunda-feira foi o suficiente para alagar toda a residência da família, no Parque dos Girassóis. Pedro conta que a água subiu cerca de 80 centímetros e os prejuízos foram imensos. Ele explica que a casa foi construída de forma irregular e está quatro centímetros abaixo do nível da rua.
“Tive uma noite terrível. Foi desesperador ver a minha casa cheia de água, todos os móveis molhados e, agora, empenados. As roupas também molharam. Perdi quase todos os alimentos que estavam na dispensa. Sobraram apenas dois pacotes de arroz. E esta não é a primeira vez que a minha casa é alagada. Mudei-me para cá em fevereiro e um mês depois, por conta de uma chuva forte, a mesma coisa aconteceu”, conta.
O carpinteiro explica que, quando houve o primeiro alagamento, ele procurou a construtora e engenheiros constataram que a casa foi construída cerca de quatro centímetros abaixo do nível da rua. O suficiente para gerar transtornos, como enchentes. “Em torno da minha casa foram colocados tijolos, assim como na entrada, para evitar que a água entrasse. Entretanto, a chuva de segunda-feira provou que a medida não é suficiente e que preciso adotar outras. O período de chuva está só começando. Ainda serão muitos dias de transtornos”, lamenta o morador, ressaltando que se trata de uma casa nova, liberada mesmo com problemas de infraestrtura, o que não deveria ter acontecido.
Pedro pretende tomar uma atitude. Hoje mesmo deve procurar os gerentes da Caixa Econômica Federal para que uma solução mais eficiente seja tomada. Ele pretende também acionar a Justiça para que os danos com móveis, eletrodomésticos e até alimentos sejam ressarcidos. “O programa Minha Casa, Minha Vida foi uma das melhores ações do Governo do ex-presidente Lula. Mas, para mim, tornou-se um pesadelo”, afirma. (GS)