Fernanda Borges
Casa já foi alvo de reclamações pelo fato do morador ter o hábito de juntar entulhos que chegam a extrapolar o muro
Leitor, residente no bairro Manoel Mendes, volta a reclamar de vizinho que junta entulho. Há três meses a equipe de reportagem do Jornal da Manhã esteve na rua Jurandir Cordeiro para atender à reivindicação dos moradores, pois a quantidade de lixo recolhida pelo vizinho era enorme, o suficiente para encher dois caminhões de entulho. A situação continua a mesma, a sujeira é tanta que os sacos de lixo ultrapassam o muro da casa.
“Estamos convivendo com essa situação há bastante tempo. Essa pessoa possui problemas mentais, já tentamos conversar com ela para que não traga mais entulhos e não resolveu. Chamamos a imprensa para que noticiasse a situação, para que a Prefeitura pudesse intervir no caso, mas mesmo com matéria no jornal o problema não foi resolvido, e cada dia aumenta mais a quantidade de lixo na casa, e com a chegada das chuvas a nossa preocupação volta a surgir”, explica um morador, que preferiu não se identificar.
Ele conta que mesmo no período seco, quando não há o risco de proliferação do mosquito da dengue, os vizinhos também se sentem incomodados por conta dos animais que surgem em função do acúmulo de resíduos. “São escorpiões, ratos e aranhas invadindo as nossas casas. Algo precisa ser feito o quanto antes, quem sabe uma medida mais severa para colocar fim nesta situação”, afirma o morador, lembrando que os agentes da Zoonoses têm dificuldades de entrar na residência.
De acordo com o diretor do Departamento de Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa, os agentes já realizaram diversas visitas nesta residência, para que fosse feita a limpeza. Em uma delas, os trabalhos começaram a ser realizados, mas o morador interrompeu e pediu para que parassem. Na oportunidade, foi feito um Boletim de Ocorrência, por conta dos transtornos e danos à saúde pública que o acúmulo de lixo gera para a vizinhança. O caso foi levado à Procuradoria Geral do município, que, por sua vez, vai protocolar ação no Ministério Público para que seja feita a entrada forçada na residência.