Barulho no fim de semana incomoda moradores próximo ao Colégio Dr. José Ferreira. No domingo anterior, segundo o técnico de computação Gustavo Henrique Costa, a situação estava realmente complicada, devido à obra que estava sendo executada no colégio, fazendo um barulho terrível. A Guarda Municipal chegou a ser acionada e foi constatado que o volume estava além do permitido.
Gustavo e a família moram próximos ao colégio há bastante tempo, a casa foi construída antes mesmo da escola, que atualmente, depois de muita ampliação, contorna toda a residência. “Convivemos todos os dias com o barulho da escola, crianças no recreio, conversas entre professores, aula de música, enfim, de várias formas o som alto incomoda. Mas até que compreendo, mesmo sabendo que existe meios para evitar esta situação, como a implantação de vedação acústica. O problema mesmo são com as obras, que acontecem aos sábados e domingos”, explica.
De acordo com Gustavo, além de acontecer no fim de semana, a obra não tem hora de começar ou terminar. Antes do início das atividades, os funcionários da escola estiveram na casa de Gustavo para explicar o motivo do barulho e que a obra seria realizada apenas durante o horário comercial, mas segundo ele, isso não está acontecendo. “Vivemos com essa situação há bastante tempo, já procurei o diretor da escola, mas não consigo encontrá-lo, sempre está ocupado e a situação está bastante complicada e alguns funcionários chegam a fazer chacota com a gente. Desistimos de tentar resolver pacificamente, agora vou procurar a Justiça”, garante o morador.
Por sua vez, o diretor do Colégio Dr. José Ferreira, Prof. Danival Roberto Alves, explica que a obra que está sendo realizada no maternal e está quase terminando. Na manhã de ontem, teve barulho por conta da construção de uma escada metálica, mas a parte de serralheria e solda terminaram naquele fim de semana, agora falta apenas a pintura. Já em relação ao fim de semana, além do vestibular, pois foram realizadas provas da UFTM na escola, foi colocada uma escada por cima do colégio, mas o serviço acabou.
Além disso, segundo Danival, várias propostas foram feitas para compra da residência de Gustavo, entretanto, não foram aceitas. De acordo com o diretor, a escola vem tomando as medidas para evitar o barulho, alguns brinquedos musicais foram desligados para evitar o incomodo, mas em alguns momentos é inevitável.