Consumidores se surpreenderam com o preço da conta de energia. A mãe de Ronildo Saldanha mora com a neta no Jardim Copacabana e, assim que recebeu o boleto deste mês, ficou indignada com valor cobrad a conta chegou a R$573. A família procurou o serviço da Cemig e as atendentes disseram que o medidor de energia estava com problemas e que os gastos dos últimos meses não haviam sido contabilizados e, por isso, foram cobrados em uma conta só. “Não acho certa essa medida que a Cemig está adotando. Se houve um erro, não é culpa da minha mãe, ela não tem que pagar por essa conta e não tem condições. Ela mora com a neta, quase não fica em casa, trabalha o dia inteiro e, por isso, não tem como gastar tanta energia assim. Espero que algo seja feito, não vamos aceitar essa situação e pagar pelo erro que a Cemig cometeu, não é certo. Se não estava acontecendo a medição, ela não tem culpa disso, agora querem cobrar tudo de uma vez?”, afirma Ronildo. Ronildo garante que o medidor fica em local visível aos técnicos da empresa, é possível acompanhar pelo lado de fora de casa toda a movimentação, por isso não é possível justificar o erro por não terem acesso ao relógio. “Percebemos que desde o mês de dezembro a medição está sendo feita de forma irregular. Minha mãe vem pagando valores baixos na conta, como R$10, por exemplo, mas não questionamos. E agora descobrimos que estava pagando apenas taxas, não havia os gastos com a energia. Se isso estava acontecendo, não foi por nossa culpa, a única opção que nos ofereceram é parcelar o valor ou o fornecimento será cortado. É realmente um absurdo”, explica. A equipe de reportagem do Jornal da Manhã repassou a demanda à assessoria de imprensa da Cemig, que apenas informou que identificou inconsistência na rota de leitura em que a cliente está inserida. As contas de fevereiro, já entregue, e março, expedida, serão refaturadas e reenviadas à cliente.