Moradora ameaçada de morte, reclama do atendimento oferecido pela Polícia Militar e pede melhorias no policiamento
Moradora do Jardim Induberaba, ameaçada de morte, reclama do atendimento oferecido pela Polícia Militar e pede melhorias no policiamento nas proximidades da rua Comendador Gomes. A moradora questionou o próprio coronel Laércio Reis, comandante da 5ª Região da Polícia Militar em Uberaba, durante entrevista ao programa Linha Aberta, da Rádio JM.
Rosa Helena diz que costuma ser maltratada pelos atendentes da PM toda vez que solicita proteção de uma viatura. “A gente nunca é atendida, somos maltratadas pelos atendentes da Polícia Militar, que desligam o telefone e deixam a gente sem resposta. A droga na Comendador Gomes não é mais uma questão de saúde. Há mulheres, maiores de 60 anos, comercializando droga em plena via pública e eu fui ameaçada de morte, porque sou da Comissão de Bairros e vou atrás de solução. Procurei o Setor de Posturas, e a Prefeitura fechou dois prostíbulos aqui. Só que agora estão revoltados e dizem que vão me apagar”, desabafa. A moradora revela que tem sido ameaçada por ligações recebidas à noite, que sua casa vem sendo apedrejada e não é atendida quando solicita viatura policial.
O coronel Laércio Reis afirma que o atendimento feito pelos atendentes do 190 não é irresponsável ou descomprometido, mas reconhece a necessidade de melhorias no serviço, assim como no Copom (Central de Operações da Polícia Militar). “Inclusive levamos o 4º Batalhão da PM para o novo prédio da Risp (5ª Região Integrada de Segurança Pública), que recebeu mais de R$800 mil em equipamentos para atender melhor a comunidade através do 190 e melhorar a coordenação das viaturas, mas não adianta só investimentos. Temos também que treinar, capacitar e preparar o policial militar para cumprir bem seu trabalho. Não podemos partir do pressuposto que todas as ligações da senhora Rosa Helena tenham sido ruins e que não estão à altura do que ela precisa. De qualquer forma, a questão será tratada com seriedade, vamos analisar o caso e fazer os contatos com a Polícia Civil sobre o que existe neste local”, ressalta o comandante.