Insatisfeita com a atuação da atual diretoria da Associação, líder comunitária Wilma Brandão de Miranda decidiu agir
Líder comunitária mostra o documento com assinaturas dos moradores pedindo a convocação de nova eleição
Insatisfeita com a atuação da atual diretoria da Associação dos Moradores do bairro Jardim Maracanã, a dona de casa e líder comunitária Wilma Brandão de Miranda decidiu agir. Após tentar o diálogo e não conseguir uma solução, ela produziu um abaixo-assinado pedindo nova eleição para presidente da Associação. Já o atual presidente, Geraldo Faustino Pereira, não foi localizado até o momento.
De acordo com Wilma, Geraldo está deixando os moradores do bairro em situação de abandono, sem que os mesmos tenham a quem recorrer. Além disso, segundo ela, não é possível nem mesmo culpar as autoridades, já que estas não vão ao bairro diariamente para saber das necessidades da população. “Como presidente do bairro, a responsabilidade de correr atrás é dele”, disse, salientando que mesmo sem ser a presidente da Associação, ela corre atrás de melhorias para a comunidade.
No entanto, a insatisfação também diz respeito às mudanças feitas no estatuto da Associação. Eleito para o cargo para o período de dois anos, Geraldo teria modificado o texto, fazendo com que a eleição, prevista para o mês de maio passado, não acontecesse. Agora, o presidente tem o direito de estar à frente da Associação por um triênio. “Se é difícil aguentar um presidente que não age por dois anos, imagine três. Não tem diálogo com ele. Mas posso provar que não tem feito nada pelo bairro”, afirmou.
De posse das informações, a reportagem tentou localizar Geraldo. No entanto, ele não foi localizado em nenhum dos dois números de telefones disponíveis.
Por outro lado, o Jornal da Manhã localizou o presidente da Federação das Associações de Bairro de Uberaba (Fabu), o advogado Antônio Donizetti Ferreira, e o mesmo afirmou que só tomou conhecimento das informações ontem, um pouco antes de falar com a reportagem. Ainda assim, Antônio garantiu que caso haja alguma irregularidade, as providências serão tomadas. “Nossa função é ajudar, mas também é de punir caso algo esteja irregular. Caso um quinto dos moradores esteja insatisfeito, vamos fazer outra eleição. Se era para ter feito [a eleição] e isso não aconteceu, vai ter que fazer. Mas, antes de qualquer coisa, vamos averiguar todas as informações para, só então, tomar algum tipo de providência”, esclareceu.