De acordo com Rosimeire Silva, que há três meses mora no bairro, ela comprou o terreno para construir a casa e sair do aluguel
Moradores de loteamento no Jardim Itália estão sem energia e água há meses. De acordo com a vendedora Rosimeire Silva, que há três meses mora no bairro, ela comprou o terreno para construir a casa e sair do aluguel, mas agora está passando por dificuldades ainda maiores.
“Quando comprei meu lote, que por sinal dei entrada e já estou pagando as prestações, o consultor de vendas da construtora responsável pelo local disse que no prazo de 60 dias poderia começar a construção. Toda infraestrutura necessária seria construída, com a ligação de água e energia. Mas isso não aconteceu, esperamos este prazo para começar a obra. Construímos a casa da forma que foi possível, e há três meses moro no bairro sem esses serviços essenciais”, explica Rosimeire, ressaltando que a região está ficando bastante perigosa por conta da falta de iluminação, que deixa o local bastante escuro.
Já a cozinheira Cleidiana Maximiliano, mora no local há mais de cinco meses e, segundo ela, antes de começar a construir a casa recebeu a autorização do consultor de vendas para fazer a obra, diante da promessa de que em pouco tempo os serviços essenciais já estariam em pleno funcionamento. “Isso não aconteceu e a situação está ainda mais complicada, pois pegamos água em uma mina e ela está quase seca, além de estar suja”, explica Cleidiana, revoltada com a situação.
Entretanto, de acordo com o Gláucio Alex, consultor de vendas da construtora responsável pelo loteamento, as famílias não têm autorização da prefeitura e nem da empresa para construírem as casas. “O loteamento foi feito em duas etapas, sendo que a primeira, com 200 lotes, já conta com infraestrutura adequada. Por outro lado, a segunda etapa, onde vivem estas moradoras, ainda precisa receber o serviço que permita a ligação para o fornecimento de água e luz. Isso, no entanto, somente deve acontecer em meados do ano que vem”, explica Gláucio.