Moradores do conjunto Frei Eugênio se dizem assustados com a onda de violência que atinge o bairro. Na última quarta-feira (20), por volta de 23h, pessoas não identificadas destruíram um telefone público situado na rua Durval Dias de Abreu, utilizando uma bomba, que causou uma grande explosão, assustando a todos e provocando grande deslocamento de ar, o que ocasionou o acionamento de alarmes de veículos e residências, gerando, por sua vez, transtorno e preocupação.
Mesmo com medo, o empresário Luiz Cláudio Espigar, residente na mesma rua do incidente, não escondeu a indignação e acionou a reportagem do Jornal da Manhã. Para ele, o bairro carece de maior atenção por parte do poder público. “Não vemos patrulha na rua. Nos últimos tempos foram registrados vários assaltos, furtos e arrombamentos de carro. Agora, se atrasarmos o IPVA ou IPTU, somos punidos rapidamente. O que queremos e pedimos é uma atenção maior para o bairro, pois a situação está difícil. No dia da bomba, estava chovendo, por isso acredito que poderia ter sido pior, pois poderia haver alguém na rua”, disse, emendand “Temos uma área enorme, onde funciona o clube da Associação de Moradores. Poderiam muito bem colocar um posto policial ali, já que o bairro é estritamente residencial e com muitas famílias de poder aquisitivo alto, o que nos torna um alvo em potencial para os bandidos. Aqui era um paraíso, mas está se tornando um inferno”.
Questionado sobre qual o motivo de não ter registrado o fato junto à Polícia Militar, Luiz afirmou que, como não viu ninguém e estava chovendo muito no local, deslocar a PM até lá não faria sentido. “Ninguém viu nada. A quem vou acusar. Estávamos todos recolhidos”, revelou.