CIDADE

Motofretistas realizam paralisação contra norma para uso de sidecar

Categoria alega que a implantação da norma do Contran em Uberaba traz problemas diversos, como o aumento do preço do gás

Geórgia Santos
Publicado em 05/04/2013 às 00:37Atualizado em 19/12/2022 às 13:50
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Revendedores de gás realizaram ontem paralisação contra ação da Polícia Militar. De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás (Sirgas), nos últimos dias os militares apreenderam várias motos que não estavam adequadas à resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que regulariza o transporte de galões de água e de botijões de gás por motocicletas. Entretanto, a categoria alega que houve prorrogação e a norma somente entra em vigor depois do dia 31 de agosto.

De acordo com o presidente do sindicato, Abel Ricardo Silva, foi realizada ontem um paralisação preventiva, em que 90% da categoria aderiu à manifestação. E o motivo, segundo ele, foi contra a ação da polícia que apreendeu várias motos que estavam transportando o gás em veículo impróprio, sem o auxílio do sidecar. “A implantação do sidecar em Uberaba só traz problemas aos trabalhadores. A moto perde a garantia quando se coloca algo acoplado e, por morarmos em uma cidade cheia de morros, não há condições de trabalhar desta forma”, afirma.

Abel explica ainda que, como não é possível usar o sidecar, alternativa seria usar veículos como carros ou caminhões, o que iria gerar aumento nos custos e, por sua vez, refletindo no bolso do consumidor. Hoje, um gás que é vendido a R$50 deverá ser comercializado a R$60. “Portanto, essa manifestação não é apenas em apoio à categoria, mas também ao consumidor, que terá de pagar mais caro. Não achamos justo mudar a forma de entrega do gás, que hoje é feito com agilidade e segurança”, diz.

Entretanto, conforme as informações publicadas pelo Jornal da Manhã, a partir de esclarecimento da PM, a ação feita nos últimos dias não é referente à resolução do Contran sobre motofretes, e sim ao transporte irregular de carga. O motociclista transportava gás em uma motocicleta adequada para transporte de passageiros, irregularidade prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para Abel, está havendo divergência de informação. “Temos multas aplicadas neste dia que está especificado como prova de documento que o veículo foi apreendido por estar transportando gás sem o sidecar. A cada momento tem uma nova exigência, precisamos de uma definição para que possamos trabalhar dentro das normas”, afirma.

O vereador Marcelo Borjão, que está acompanhando a discussão, disse que durante a manifestação de ontem teve a oportunidade de conversar com comandante da 5ª Região da Polícia Militar, coronel Laércio dos Reis Gomes, sobre esse assunto. “Por telefone, ele me garantiu que vai suspender essa fiscalização até que seja realizada uma reunião entre a promotoria e a Polícia Civil. Isso vale apenas para o sidecar, as demais exigências continuam sendo cobradas”, afirma.

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