Motorista diz que cobrança no estacionamento rotativo Área Azul é traiçoeira. De acordo com Ramon Alves Neto, bastaram cinco minutos para ser multado por fiscal da prefeitura por estacionar na Área Azul sem ter o bilhete. Entretanto, antes de parar o veículo, chegou a procurar o fiscal para adquirir o talão, mas não encontrou ninguém por perto.
Segundo Ramon, ele usa muito pouco seu carro, prefere usar meios menos poluentes, como a bicicleta, mas “desta vez precisei usar meu carro para um serviço rápido no centro da cidade e o estacionei próximo à Catedral Metropolitana, vi que era um ponto de Área Azul e procurei algum fiscal para comprar o bilhete, não encontrei ninguém. Pouco tempo depois, quando voltei para pegar o carro, a multa já estava no para-brisa”, explica Ramon.
O motorista diz que ficou indignado com a situação, pois procurou por um fiscal para comprar o bilhete e não encontrou, mas na hora de multar tinha gente para isso. “Sei que é barato, apenas R$5 a multa, é um dinheiro que vai ajudar o Hospital Dr. Hélio Angotti, não me importo, o problema foi que na hora em que virei as costas a pessoa aplicou a multa, uma maneira traiçoeira de agir do fiscal”, afirma Ramon.
Atualmente, para estacionar na Área Azul é preciso que o motorista tenha em mãos um bilhete, que pode ser adquirido em alguns pontos de venda, como no Probem, ou em uma banca de jornal, ao todo são 100 locais cadastrados pela prefeitura. Além disso, os fiscais também vendem o bilhete no valor de R$1, entretanto, a quantidade de pessoas nas ruas é pouca, apenas oito fiscais do Probem e mais 12 agentes da Secretaria de Trânsito e Transporte realizam o serviço em toda cidade. “Para não arriscar levar multa, a melhor saída é comprar o cartão da Área Azul, ter no carro e usar sempre que precisar”, afirma a diretora do Probem, Maria Aparecida Ferreira.
A gestão do serviço da Área Azul vai ser transferida em breve para o Hospital Dr. Hélio Angotti. De acordo com a diretora do Probem, os trâmites legais para transferência ainda estão em andamento na Procuradoria Geral do Município. “Está sendo elaborado um projeto de lei para que seja votado pelos vereadores na Câmara Municipal”, finaliza Cida.