Ministério Público vai apurar possível prática de nepotismo no governo municipal. A decisão é do promotor José Carlos Fernandes, após tomar conhecimento da irregularidade através...
Ministério Público vai apurar possível prática de nepotismo no governo municipal. A decisão é do promotor José Carlos Fernandes, após tomar conhecimento da irregularidade através da reportagem publicada ontem pelo Jornal da Manhã.
Para isso ele abriu procedimento preparatório com prazo determinado de dez dias para realizar toda a investigação. Para dar início aos trabalhos, o promotor requisitou ao prefeito Paulo Piau (PMDB) informações sobre os cargos públicos ocupados por uma série de pessoas que possivelmente estariam nomeadas para cargos de confiança e teriam grau de parentesco com outras, também ocupantes de cargos comissionados. Na relação constam os nomes do assessor especial de projetos estratégicos, Antônio Sebastião de Oliveira – Toninho (PR) –, cujo irmão, Adilson Sebastião de Oliveira, foi nomeado para assumir a chefia da seção de manutenção no Codau, e, ainda, de Marlus Sérgio Borges Salomão, nomeado coordenador-geral do projeto “Todos por Uberaba”, e Valéria Calil Abrão Salomão, que assumiu cargo de diretora de Vigilância em Saúde.
José Carlos Fernandes também solicitou cópias dos atos de nomeação e da legislação que regulamenta a forma de nomeação destas pessoas e os respectivos cargos. Ele quer ainda informações sobre todos os cargos públicos ocupados por estas pessoas nos últimos oito anos – o que deve ser comprovado através dos atos de nomeação e exoneração.
Se, após analisar todas as documentações, a prática de nepotismo for comprovada na administração municipal, o promotor não descarta propor ação cível pública visando à anulação das nomeações, salvo se estas forem revogadas antes pelo próprio prefeito municipal. (DB)