CIDADE

Mudança de conselho dá mais representatividade para a região na AMM

Segundo o 1º vice-presidente do conselho diretor da AMM e prefeito de Pirajuba o objetivo é representar a região nas demandas junto ao governo

Thassiana Macedo
Publicado em 07/05/2015 às 08:13Atualizado em 17/12/2022 às 00:15
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Após seis anos sem disputa eleitoral, já que nos últimos três pleitos houve o registro de apenas uma chapa, em 2015 prefeitos escolheram o novo conselho diretor da Associação Mineira dos Municípios (AMM). Embora a entidade tenha conseguido avançar em pontos importantes, há outros projetos e necessidades que podem ganhar solução.

De acordo com o 1º vice-presidente do conselho diretor da AMM e prefeito de Pirajuba, Rui Gomes Nogueira Ramos, o objetivo é representar a região nas demandas junto ao governo. “A maioria dos problemas que os municípios enfrentam é muito semelhante, respeitando a proporção, a densidade demográfica e problemas regionalizados. Nesse cenário de inflação, crise e dificuldades financeiras, essa união se torna mais importante, pois juntos temos mais representatividade e podemos cobrar com mais eficiência dos governos do Estado e federal, e das entidades responsáveis, soluções para os problemas enfrentados”, avalia.

Hoje, quase a metade dos municípios mineiros aderiu à AMM, mas há muitos que ainda não fazem parte, mas que serão atraídos por esta nova gestão. Neste sentido, Rui Gomes pretende conquistar uma maior aproximação dos municípios, pois enquanto entidade, a AMM tem maior poder de negociação e representatividade. “Vamos dar muita importância nos serviços diários já oferecidos pela associação, que é reivindicar essas questões pontuais em benefícios dos municípios, mas que também será aumentar a participação política da AMM, buscando assim mais articulação para associação e aumentando sua importância para Minas e sua participação nas discussões importantes do país”, ressalta.

O vice-presidente da associação lembra que Minas Gerais ainda tem muito que melhorar em tratamento de esgoto, por exemplo. “A disponibilização de recursos para essa área é ridícula. As projeções apontam que o problema do esgoto no Brasil não teria solução antes do ano de 2040 e, mediante a maior crise hídrica da história, creio que seja necessário criar mecanismos para resolver o problema com prioridade. Além disso, as estradas estaduais que ligam muitos municípios estão numa situação lamentável. Outro ponto que precisa ser revisto é a demora de tramitação de processos na Caixa Econômica Federal para liberação de recursos de convênios e na questão habitacional. A burocracia tem feito municípios perderem recursos”, completa Rui Gomes.

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