De acordo com a dona de casa Cláudia Léia da Silva, não é a primeira vez que o médico da unidade de saúde age de forma agressiva
Mulher diz ter sido agredida verbalmente em unidade de saúde do conjunto Boa Vista. De acordo com a dona de casa Cláudia Léia da Silva, não é a primeira vez que o médico da unidade de saúde age de forma agressiva com os filhos dela. Desta vez, além de usar palavrões, ele ainda negou emitir encaminhamentos de exames.
“No início desta semana levei minhas filhas para uma consulta na unidade de saúde, pois uma delas vem apresentando fortes dores de cabeça e no estômago. Mas ela não chegou nem a consultar, pois, assim que chegamos, percebemos que o médico estava mal-humorado, cheguei a pedir para que ele solicitasse alguns exames, como de urina ou sangue, pois as dores vêm acontecendo há muito tempo, mas ele se recusou. Insisti, pedi novamente, mas o médico foi grosso, bateu na mesa, pedindo de forma mal-educada para que minha filha tirasse a roupa para os exames e nos agrediu verbalmente com palavrões”, explica Cláudia, ressaltando que, revoltada com a situação, a filha saiu correndo do consultório.
A dona de casa diz ainda que ficou indignada com a situação. Segundo ela, o que espera é ao menos respeito por parte dos profissionais que trabalham na área da saúde, ainda mais por se tratar de serviço público. Além disso, Cláudia afirma que esta não é a primeira vez que o fato acontece. “Meu filho é hiperativo, toma medicamento controlado, e de alguns dias para cá estou percebendo que não há melhoras na saúde dele, pelo contrário, está piorando. Por isso foi até o posto de saúde e pedi para que esse mesmo médico fizesse um novo encaminhamento para neurologista, mas ele se recusou, disse que não era necessário fazer uma nova consulta”, afirma.
Revoltada com a situação e por ser recorrente, a dona de casa disse que fez um boletim de ocorrência e que já procurou a Justiça.
Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, a reclamante entrou no consultório médico exigindo o encaminhamento para exames. O profissional explicou no primeiro momento que o pedido só poderia ser concedido após a consulta, caso ele avaliasse como necessário. Entretanto, a usuária não compreendeu a conduta médica e isto resultou em atrito entre os dois.
Mas, diante do fato, a coordenação da unidade está averiguando a situação para verificar se houve algum tipo de comportamento inadequado do profissional e as medidas necessárias serão tomadas, caso constatado ato de desrespeito com a usuária.