PROTAGONISMO FEMININO

Mulheres predominam entre os atendimentos e as profissionais da assistência social em Uberaba

Boletim aponta protagonismo feminino nos serviços e destaca desigualdades de gênero e raça no município

Marconi Lima
Publicado em 30/03/2026 às 18:20Atualizado em 30/03/2026 às 20:39
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A 2ª edição do Boletim Informativo da Vigilância Socioassistencial aponta que as mulheres são maioria tanto entre as pessoas atendidas quanto entre as trabalhadoras do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds).

Os dados demonstram que as mulheres também se destacam como principais responsáveis familiares e beneficiárias de programas sociais, como o Cadastro Único (CadÚnico), o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Do total de pessoas inscritas no Cad.Único em Uberaba, 40.945 são consideradas pessoas responsáveis pela Unidade Familiar, sendo que 33.459 (82%) são mulheres e 7.486 (18%) são homens. Os dados apontam de forma expressiva que são as mulheres as responsáveis pela família e, consequentemente, pelos cuidados com os membros dessa família.

O levantamento ainda aponta que, das mulheres inscritas no Cad.Único, 16.859 possui ensino fundamental incompleto e 12.575 com ensino médio completo.

Em Uberaba, a maioria das mulheres inscritas no Cad.Único, 18.772 possuem renda per capita de até R$109. Anteriormente, essa faixa de renda era definida como “extrema pobreza”, sendo atualmente considerada “pobreza 1”. Em seguida, estão 17.962 mulheres que possuem renda acima de meio salário mínimo.

O quadro de servidores da Seds tem 326 mulheres entre 446 profissionais, atuando em diferentes frentes da política socioassistencial.

O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Ernani Neri, enfatizou que as informações levantadas orientam a gestão pública. “Estamos realizando diversos levantamentos de dados, como os que resultaram neste boletim. É uma ferramenta fundamental para a tomada de decisão”, afirmou.

A publicação também mostra que, em serviços como o Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi), prestado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), meninas e mulheres são maioria entre os atendimentos, com destaque para situações de negligência, abandono e violência, incluindo abuso sexual. Já no Centro de Referência da Mulher, o perfil predominante de atendimento é de mulheres negras entre 30 e 59 anos.

Com base nesses dados, a Seds reforça o compromisso com a ampliação e o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres, considerando suas múltiplas vulnerabilidades e o papel central que exercem na estrutura familiar e na rede de proteção social.

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