Além da superlotação, também é grande a demanda por cirurgias eletivas e outros procedimentos não urgentes, como exames, entre outros
Além da superlotação hospitalar, também é grande a demanda por cirurgias eletivas e outros procedimentos não urgentes, como exames e cirurgias de varizes, de otorrino, de catarata, de hérnia, entre outras. “Só se consegue contratar mutirões, que vamos fazer, com uma tabela melhor e já a temos, porque esses procedimentos podem ser contratados por uma tabela diferenciada que o próprio Ministério da Saúde disponibiliza, que começa a atrair até hospitais privados. Agora, precisamos fazer uma preparação desses pacientes. Temos hoje 28 mil pessoas na fila eletrônica em Uberaba, pessoas esperando tratamento, cirurgia ou exame, como o ultrassom, por exemplo. Vamos trazer mais um mamógrafo, mas o ultrassom depende do médico que faz o exame, ou seja, esse é um serviço que vamos ter que contratar até da rede particular para atender a população”, explica o secretário Fahim Sawan.
Ainda segundo o secretário, entre 70% e 80% de toda a demanda pode ser atendida na atenção básica antes de tornar-se mais grave. “Temos que organizar esse serviço, em toda a cidade e nas periferias. É o Programa Saúde da Família, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que precisam atender os pacientes nos bairros, onde se resolve até 80% da demanda. Se isso não é feito, acaba gerando acúmulo nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e nos prontos-socorros dos hospitais”, completa Sawan.