CIDADE

Novo calendário de vacinação já será adotado pela rede na cidade

O Ministério da Saúde alterou doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, poliomielite e HPV

Thassiana Macedo
Publicado em 07/01/2016 às 09:11Atualizado em 16/12/2022 às 20:36
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Novo Calendário Nacional de Vacinação para 2016 já está em vigor em todo o país. O Ministério da Saúde alterou doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, poliomielite e HPV. Trata-se de atualização das práticas de imunização. Em Uberaba, profissionais que atuam nas salas de vacinas receberam capacitação sobre as alterações em 2015.

O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do município, Robert Boaventura de Souza, explica que toda vacina é criada com base em pesquisas científicas e não é distribuída aleatoriamente. “O Ministério analisou vários estudos, que são constantes, através de artigos publicados em revistas científicas, os quais demonstraram que algumas vacinas poderiam sofrer mudanças.  As pessoas podem pensar que o país está economizando até em vacina, mas não é isso. As mudanças foram embasadas em estudos científicos. Não é porque diminuiu a dose da vacina que a criança não estará imunizada; ela continuará sendo protegida da mesma forma”, frisa.

Uma das principias mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira. Estudos mostram que o esquema com duas doses apresenta resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 e 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia. A partir de agora será aplicada em duas doses, aos dois e quatro meses, seguida de reforço aos 12 meses, mas que poderá ser tomado até os quatro anos.

Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil. A criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

O reforço da vacina meningocócica C (conjugada), que protege contra meningite causada pelo meningococo C, que antes era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente; podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses continuam sendo aos 3 e 5 meses.

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