A fila eletrônica tem sido um desafio para o sistema de saúde de Uberaba e a demanda reprimida começa a ser tratada aos poucos
A previsão é que os novos mutirões comecem na segunda quinzena de julho, sem expectativa de zerar a fila eletrônica ainda esse ano (Foto/Ilustrativa)
Novos mutirões de cirurgias estão previstos para acontecer na segunda quinzena de julho em Uberaba para tentar diminuir a extensa fila eletrônica. A informação é da secretária de Saúde, Valdilene Rocha, em entrevista à Rádio JM, nesta sexta-feira (23). As campanhas, que têm como foco os serviços de colonoscopia, endoscopia e cardiologia, principais demandas atuais, devem se estender até o meio do primeiro semestre de 2024.
Você pode conferir também: Faltas em consultas agendadas nas unidades básicas de Uberaba chegam a 17% em abril
A fila eletrônica tem sido um desafio para o sistema de saúde de Uberaba e a demanda reprimida começa a ser tratada aos poucos. Desde 14 de novembro do ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em convênio com o Hospital São Paulo, realiza o mutirão de catarata, que também era um gargalo do serviço público. Confira o balanço aqui.
Agora, a ideia é partir para outras demandas altas da fila, como endoscopia, cardiologia e colonoscopia. "São os nossos maiores números. Estamos com credenciamento em andamento para contratarmos clínicas especializadas que têm os aparelhos de colonoscopia e endoscopia e têm interesse de realizar os mutirões. Primeiro, enviamos ofício para o [serviço] público. Em caso de negativa, mandamos para o filantrópico. Em último caso, partimos para o setor privado", esclareceu Valdilene Rocha.
A previsão é que os novos mutirões comecem na segunda quinzena de julho, sem expectativa de zerar a fila eletrônica ainda esse ano. "Espero que a gente consiga cumprir até por volta de março, abril, do ano que vem. É importante ressaltar que temos contrato com toda a macrorregião, além dos pacientes de Uberaba", poderou a secretária.
Ela também reforçou que há necessidade de atualizar os cadastros da fila eletrônica. Para isso, além da possibilidade de o cidadão procurar uma unidade básica e confirmar os dados pessoais, equipes de agentes comunitários visitam as residências após as falhas na comunicação por telefone para intensificar a atualização.
E a dificuldade existe: Mais de 60% não respondem contatos para agendamento na fila eletrônica