CIDADE

Números evidenciam insatisfação

A opinião dos uberabenses também foi consultada pelo Instituto Ápice em relação ao plebiscito e à importação de médicos

Publicado em 07/07/2013 às 18:13Atualizado em 19/12/2022 às 12:07
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A opinião dos uberabenses também foi consultada pelo Instituto Ápice em relação ao plebiscito e à importação de médicos estrangeiros, defendidos pelo governo federal.

No caso do plebiscito, Uberaba seguiu a mesma tendência nacional, com a maioria da população a favor da medida: 83% dos entrevistados aprovaram e somente 9% se declararam contra. O restante preferiu não opinar. A pesquisa não abordou a possibilidade do referendo, que também circula no noticiário nacional.

Segundo o coordenador do Instituto Ápice, Luiz Cláudio Campos, os dados sinalizam o interesse do povo de participar diretamente no debate público e da tomada de decisões. “No entanto, já existem notícias de que o plebiscito não seria viável para as próximas eleições. Se houver recuo quanto à medida, a situação pode colaborar para mais um desgaste do governo”, posiciona.

Quanto à contratação de médicos estrangeiros, a pesquisa aponta que 58% dos uberabenses são contra e 38%, a favor. Embora a justificativa da importação seja a necessidade imediata de suprir a demanda de postos de saúde fora dos grandes centros, o entendimento dos entrevistados é que não há falta de profissionais no Brasil. O problema seria a ausência de estrutura e condições de trabalho para o desempenho da profissão.

Por fim, os gastos do governo federal com os estádios para a Copa do Mundo também foram submetidos ao crivo dos uberabenses: 76% afirmaram que o dinheiro investido não valeu a pena, enquanto só 22% defenderam o custo dos estádios.

Luiz Cláudio ressalta que os números evidenciam a insatisfação com a qualidade dos serviços públicos em áreas como Educação e Saúde. Nas manifestações populares, por exemplo, vários cartazes cobravam escolas e postos de saúde com o mesmo padrão de primeiro mundo utilizado na construção dos estádios. “A exploração do esporte não está na pauta de convencimento eleitoral. Essa mensagem precisa ser percebida. Quando a Copa foi trazida para o Brasil, se dizia que o governo teve um ganho político, mas agora isso se mostra prejudicial à própria Presidência da República”, finaliza.

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