Residências estão sempre sujas e crianças e idosos já tiveram de procurar hospitais por causa de problemas respiratórios
Fernanda Borges
Obra na rua Ricardo Misson já perdura 30 dias e várias pessoas já foram parar no hospital devido à poeira
Moradores da rua Ricardo Misson, próximo ao Hospital Dr. Hélio Angotti, estão revoltados com os transtornos gerados por obra do Codau. Há mais de 30 dias a poeira tomou conta de um trecho da rua. As casas estão sempre sujas e crianças e idosos já tiveram de procurar hospitais por conta de problemas respiratórios. A comunidade cobra agilidade no serviço.
O empresário Fábio Araújo mora bem próximo do local onde está sendo realizada a obra. Ele conta que a casa está repleta de sujeira. Minutos depois da limpeza, a sala, a varanda e toda a casa voltam a ficar com uma camada de poeira. “Já procurei o Codau, pedi para falar direto com o presidente da autarquia, mas não temos nenhum posicionamento de quando esse transtorno vai acabar. A obra já perdura 30 dias e não temos previsão do fim”, explica Fábio, ressaltando que apenas ficou sabendo que está acontecendo intervenção na tubulação de esgoto.
Além da sujeira, Fábio conta que a situação está ficando grave. A filha, ainda bebê, esteve várias vezes no hospital com problemas respiratórios. Os vizinhos também estão reclamando. Alguns idosos que moram no local também revelam ter piorado a respiração depois do início da obra. “É preciso agilizar esta obra, acabar logo, mas como isso vai acontecer, pois são poucos os operários que estão trabalhando?! Além disso, no fim de semana o serviço para. Por isso convido o prefeito e o presidente do Codau a passarem um fim de semana na minha casa para que vivam na pele este problema terrível”, explica.
Fábio cobra ainda avisos prévios do Codau. Assim como algumas empresas fazem hoje em dia – encaminhando cartas sobre algumas interrupções que gerem transtornos –, o Codau também deveria fazer. De acordo com ele, a população não foi avisada da obra e nem mesmo dos cortes de água que tiveram de acontecer para dar continuidade ao serviço, “apenas fizeram e nos surpreendemos quando aconteceu”, afirma.