CIDADE

Operada de catarata, mulher fica sem atendimento em UPA

Mesmo passando por duas unidades de saúde e um hospital, a usuária voltou para casa sentindo as mesmas dores

Geórgia Santos
Publicado em 04/10/2013 às 00:57Atualizado em 19/12/2022 às 10:47
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Usuária enfrenta dificuldade para ser atendida em unidades de saúde e hospitais de Uberaba. Com fortes dores de cabeça e nos olhos, Maria de Fátima Ribeiro da Silva, que fez cirurgia de catarata há menos de um mês, realizou uma verdadeira peregrinação para conseguir atendimento e, mesmo passando por duas unidades de saúde e um hospital, ela voltou para casa sentindo as mesmas dores e preocupada com a possibilidade de algo mais grave ter acontecido por conta da cirurgia.

De acordo com o filho de Maria de Fátima, o autônomo Carlos Athila Ribeiro, o fato aconteceu na última quarta-feira, ainda durante o dia. Assim que a mãe começou a sentir as dores, a levou até uma unidade, diante da preocupação por ter passado recentemente por uma operação. “Ela chegou à Unidade de Saúde do bairro Tutunas desmaiada, logo o médico a atendeu, aplicou medicação e acionou o Samu para que a levasse a um hospital especializado. Mas o Samu se recusou, alegando que o caso não era grave, e a minha indignação já começa aí”, explica Carlos.

Diante desta situação, às pressas, a família levou Maria de Fátima ao Hospital de Clínicas, o mesmo local em que ela fez a cirurgia. Lá, enfermeira de serviço chegou a analisar, mas disse que estava tudo certo. Entretanto, as dores continuaram e a família não se contentou com essa resposta, levando-a à Unidade de Pronto-Atendimento do bairro São Benedito, mas ela não foi atendida, sendo que alegaram que não tinha profissional da área para avaliar as condições. “Durante a madrugada de quinta-feira a situação se repetiu, fomos ao hospital e também à UPA, e da mesma forma que chegamos ela voltou para casa, sem atendimento”, afirma Carlos.

Depois de terem de enfrentar todos estes problemas, os familiares chegaram à conclusão de que há muito o que melhorar no atendimento do Sistema Único de Saúde. “Falta profissional, e pagamos os impostos para isso, ficamos preocupados, poderia ser algo grave, as dores eram fortes e ainda não é normal ela sentir dores um mês depois da cirurgia. E disseram ainda que a qualquer momento, assim que sentisse dores, minha mãe poderia procurar o hospital, mas não foi bem assim que aconteceu”, afirma Carlos.

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