Com significativa diferença de votos, a chapa 1, com o título de “Renovação e luta”, foi a vencedora da eleição para o próximo biênio (2014/2015) do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Município de Uberaba (Sinte-MED). Em função da tranquilidade com que se deu o processo de eleição, a chapa 2, “Agregar, a Hora é Agora”, não pretende contestar o resultado. Até o momento a posse está prevista para 1º de dezembro.
Para Simea Aparecida Freitas, que encabeça a chapa vencedora e tem experiência sindical por já ter participado de uma diretoria anterior, este foi um processo histórico para o sindicato e para os trabalhadores da UFTM. “Desde a fundação do sindicato, nunca tivemos competição, pois é a primeira vez que há duas chapas e que vai para votação, na qual os trabalhadores podem se posicionar de forma democrática para a escolha de seus representantes”, destaca.
Entre as propostas apresentadas pela chapa estão ações para reerguer o Sinte-MED, de forma a deixá-lo mais combativo e mantê-lo de portas abertas para os trabalhadores. “Temos propostas concretas em termos de ganhos para os trabalhadores, como a questão da luta pelas 30 horas semanais, que é a redução da carga horária de trabalho sem diminuição do salário, bem como melhorias da qualidade de vida e a consequente melhora do atendimento ao público. Se for reduzido para seis horas diárias o horário de trabalho, significa que o hospital terá dois turnos de atendimento contemplando o dia todo, sendo que os funcionários irão trabalhar mais descansados e terão tempo para estudo, lazer e saúde”, reforça Simea.
A futura coordenadora ressalta ainda que outro ponto de pauta para a luta do sindicato é a questão do assédio moral. “É algo muito forte dentro da universidade, os trabalhadores adoecem constantemente e não há um trabalho ou uma política para resolver o problema. E os trabalhadores continuam cada vez mais adoentados com perseguições e exploração mesmo, o que vai piorar com a chegada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que vai administrar o hospital impondo metas e produtividade. Por isso, a nossa proposta é agir política e juridicamente para combater esses males dentro da universidade”, completa Simea Freitas.