Grupo, formado por 10 pessoas, se reúne para avaliar a peregrinação, as medidas que deram certo e oque precisa ser melhorado
Antes mesmo de chegar ao acampamento, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã pôde flagrar algumas pessoas que ainda caminhavam, pois o grupo descansa durante o dia e anda durante a noite. A poucos metros do acampamento era possível avistar as enormes lonas de circo instaladas para receber os devotos de Nossa Senhora da Abadia, uma grande estrutura formada com a ajuda de voluntários, empresas, administração pública e a quantia de R$85 de cada romeiro na inscrição.
A organização da Romaria do Paizinho do ano seguinte começa assim que termina a edição do ano vigente. O grupo, formado por 10 pessoas, se reúne para avaliar a peregrinação, as medidas que deram certo e as que precisam ser melhoradas. De acordo com um dos organizadores, João Francisco Ferreira, durante o preparo de mais uma romaria, a primeira preocupação é com o bem-estar dos romeiros, pois existem aqueles que se preparam fisicamente e outros que contam apenas com a fé. “Nossa outra preocupação na hora da organização é fazer esta caminhada para Nossa Senhora, sempre pensando nEla”, afirma.
Quanto à estrutura física, para ajudar os féis na caminhada, além dos postos de acampamento, montados durante o dia a cada três quilômetros, existem carros de apoio, que oferecem lanche, água, refrigerante, leite e café para que o romeiro não tenha nenhum desgaste excessivo. Já no acampamento são instaladas lonas de circo, um espaço para que as pessoas possam descansar. No local há também banheiros, cedidos pela Prefeitura, e ainda o almoço, feito por voluntários.
Segundo João Francisco, toda estrutura conta com 10 banheiros químicos, sendo cinco femininos e cinco masculinos; três lonas de circo; duas barracas de lanche na estrada; 11 carros de apoio a cada trecho; três carros volantes; duas ambulâncias que dão assistência ao romeiro e muita comida, além do almoço feito na hora. A organização distribui água, lanche, frutas, refrigerantes, bebidas quentes durante a noite, entre outros.
A segurança também é uma preocupação dos organizadores. “Orientamos os peregrinos para que cada um faça a própria segurança, pois não é possível contratar pessoas especializadas para segurança na estrada. Pedimos para que andem em grupo e alguns usam roupas com faixas refletivas para evitar acidentes”, explica João Francisco.