CIDADE

Paciente com apendicite espera vaga em hospital por três dias

Paciente com apendicite aguardava na UPA do Mirante transferência para hospital há três dias. Segundo Cacilda Fornazieri Marinho, a filha dela está internada desde o dia 17

Geórgia Santos
Publicado em 20/06/2013 às 10:48Atualizado em 19/12/2022 às 12:24
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Fernanda Borges

Cacilda Fornazieri Marinho diz que a filha foi mantida na UPA, à espera de vaga, correndo risco

Paciente com apendicite aguardava na UPA do Mirante transferência para hospital há três dias. De acordo com Cacilda Fornazieri Marinho, a filha dela está internada na Unidade de Pronto-Atendimento desde o dia 17 de junho e, segundo informações repassadas pelo médico à família, é preciso realizar uma cirurgia com urgência para que o quadro não piore, podendo gerar infecções e até evoluir para apendicite supurada. Ontem, após a busca de informações junto à Secretaria de Saúde, a reportagem do Jornal da Manhã foi informada que a paciente foi transferida.

Segundo Cacilda, na segunda-feira, dia 17, assim que a filha sentiu as dores, procurou a UPA do Mirante e depois de exames, como urina, raios X e de sangue, foi diagnosticado que a menina estava com apendicite. Neste mesmo instante foi internada e solicitada vaga nos hospitais da cidade diante da necessidade de realização de cirurgia o quanto antes. Ela conta ainda que a filha teve desmaios, a pressão caiu consideravelmente e não está corada como de costume.

“Os médicos dizem que a solução é apenas a cirurgia, por isso é preciso um leito, o que está difícil de encontrar em um hospital da cidade. Eles dizem também que a unidade não pode fazer mais nada e o jeito é aguardar, e espero que não demore, pois existe o risco de supurar ou quem sabe ter uma infecção. Já ouvimos falar de tantos casos que não tiveram bons resultados e por isso toda família está preocupada, para que não aconteça algo grave”, disse a mãe na manhã de ontem, antes da transferência da paciente, ressaltando que o médico diz que é caso urgente.

Diante da situação, segundo Cacilda, é preciso que as autoridades se mobilizem em torno deste assunto, criem mais leitos, para que em momentos como este os usuários não passem por essa preocupação. “Se não for dada solução, a situação tende a piorar, registrando-se cada vez mais mortes, é necessário agilidade”, afirma Cacilda.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que ontem mesmo foi liberada a vaga para a filha de Cacilda no Hospital Dr. Hélio Angotti, onde irá fazer a cirurgia. A pasta ressalta ainda que a liberação de leitos se dá por meio da Central de Regulação, de responsabilidade da Superintendência Regional de Saúde.

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