Paciente conseguiu ser levada para casa em transporte apropriado somente nesta segunda-feira, visto que o Samu não compareceu, conforme solicitação do próprio hospital
Paciente submetida a cirurgia na área de ortopedia no Hospital de Clínicas não consegue voltar para casa por falta de transporte. A filha do gerente comercial Vicente Onório Nunes sofreu um acidente de moto na noite da última quarta-feira (3), foi socorrida e levada ao Hospital de Clínicas e, assim que foi constatada a fratura no fêmur, teve de ser submetida a cirurgia. O procedimento foi bem-sucedido e na manhã de domingo (7) recebeu alta, mas não conseguiu sair do hospital devido a problemas no transporte.
“Os médicos proibiram que ela fosse levada de carro, disseram que somente poderia ir para casa em ambulância. O próprio hospital ligou no Samu e pediu para que buscasse minha filha, entretanto, passaram horas e não foram até o hospital. Quando ligamos novamente, nos informaram que não havia maca disponível para fazer o transporte. Fiquei indignado com essa situação, ela estava ocupando um leito e poderia estar em casa, enquanto isso o hospital está lotado, com pessoas no corredor”, explica.
Vicente relata que foi o próprio hospital que ligou no Samu, e que se essa não fosse a melhor alternativa para o transporte, as atendentes deveriam informar, pedir para que procurasse outro meio de locomoção, uma ambulância que não realize o serviço de urgência e emergência, para que pudesse levá-la. “Não me disseram nada sobre isso”, afirma. Vale ressaltar que no início da manhã de ontem a filha de Vicente ainda esperava por uma ambulância.
Nota da assessoria de imprensa da Prefeitura esclarece que a responsável por fazer esse tipo de transporte é a Central de Ambulâncias, que só atende com agendamento de dois dias de antecedência e que este tipo de serviço é feito de segunda a sexta-feira. A Secretaria de Saúde alega ainda que o Samu é um serviço de urgência e emergência, destinado a atendimentos como trauma, fratura, problemas cardiorrespiratórios, ocorrências de maus-tratos, intoxicação, trabalho de parto, tentativa de suicídio, crises hipertensivas, acidentes com vítimas, choque elétrico grave e acidentes com produtos perigosos.
A nota encaminhada diz ainda que “quando é caso grave, como os citados, e há necessidade de transferências das UPAs para hospitais, é a própria ambulância da UPA (Águia) que transfere”, e acrescenta que no caso da paciente citada, a mesma já saiu do HC/UFTM.