CIDADE

Pacientes psiquiátricos infectados com Covid necessitam de atendimento personalizado

Nesta semana uma paciente do Sanatório Espírita foi infectada com a doença

Rafaella Massa
Publicado em 05/05/2021 às 20:06Atualizado em 18/12/2022 às 13:37
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A Covid-19 atinge todos, inclusive os pacientes psiquiátricos, que demandam, por vezes, atendimento personalizado conforme necessidades individuais. Esta semana, por exemplo, uma paciente internada no Sanatório Espírita de Uberaba testou positivo para a Covid-19. O caso foi confirmado pela assessoria da Sociedade Educacional Uberabense, que administra o local. Nos Centros de Atenção Psicossocial as equipes também estão acompanhando os casos com olhar especial. 

No caso do sanatório, em nota, a instituição informou que devido ao planejamento, foi possível testar e isolar a paciente no momento em que deu entrada na unidade para evitar a infecção de outros pacientes. Ainda segundo a nota, ela está assintomática, sendo avaliada duas vezes ao dia por clínicos. A administração do hospital ainda afirmou que possui um plano de contingência para casos positivos de Covid-19, que inclui testagem de todos os pacientes que chegam no primeiro e sétimo dia de internação. 

Na rede pública de Uberaba, por exemplo, a gravidade do quadro do paciente é quem vai dizer se aquele tratamento vai correr de forma tranquila ou se precisará de mais auxílio. De maneira geral, o atendimento no leito hospitalar da pessoa com doenças psíquicas é o mesmo leito utilizado pela pessoa que não tem. A diferença se encontra na necessidade de uma consulta interpsíquica. Ou seja, além da equipe clínica, ou dos intensivistas nos casos graves, um psiquiatra é designado para dar suporte na consulta e na prescrição dos psicotrópicos para que o paciente em questão não fique agitado colocando a si em risco ou a outros.

O psicólogo Sérgio Marçal explicou que nas unidades de atendimento psiquiátrico de Uberaba, como os Centros de Atenção Psicossocial, cada caso é tratado de forma singular. “Além de ofertar o tratamento terapêutico, a gente tem levado medicamento a domicílio, a cada dois dias ou semanal. E há casos de muita vulnerabilidade. Por exemplo, nós tivemos um caso em que a mãe da paciente faleceu e o pai ficou na UTI e a paciente é um caso muito grave. Estava levando medicação e um marmitex, porque o CAPS oferece refeição para os pacientes que passam o dia, então, todos os dias levava um marmitex na casa dela. Então, é um cuidado bastante personalizado”, afirma.

O paciente que estiver contaminado com a Covid fica com restrição de circulação, ou seja, isolado em casa, mas não sem atendimento. Nesses casos acontece o monitoramento telefônico, além de visitas com paramentação e prevenção para evitar a contaminação e não desassistir o paciente ao mesmo tempo que é evitado um surto da Covid.

Marçal ainda informa que, nas Unidade de Pronto Atendimento, as UPAS, no caso de chegar um paciente muito agitado, em crise e o clínico que estiver em plantão não se julgar apto para seguir os procedimentos, existe um fluxo de psiquiatras de sobreaviso no CAPS para poder auxiliar na tomada da conduta. 

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