Ao contrário do que acontecerá em grande parte do país, os médicos que atendem por meio de empresas que operam no setor da saúde suplementar em Uberaba não irão fazer nenhum tipo de advertência contra as operadoras nesta quarta-feira.
O presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Uberaba, Sandro Pena, ressalta que este não é um bom momento para manifestações e paralisação, já que estão em fase de negociação com as operadoras de plano de saúde. Além disso, a categoria está pensando na saúde de pacientes que, porventura, necessitem de atendimento através dos planos, acrescenta.
A advertência nacional contra as operadoras, que acontece nesta quarta-feira, foi proposta pelas entidades médicas nacionais, por meio da Comissão de Saúde Suplementar, composta por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). O motivo seria a recusa das empresas em avançar nas negociações pela recuperação de honorários defasados e pelo fim da interferência antiética na relação entre os profissionais e seus pacientes. Além disso, os médicos cobram o estabelecimento de regras claras para a fixação de contratos entre as operadoras, ação que depende diretamente da interferência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto órgão de regulação.
No ano passado, em Uberaba, os médicos fizeram duas paralisações pelos mesmos motivos, uma em abril, com adesão de 50% da categoria, e outra em setembro, com 20% da classe médica paralisada. Em outubro houve novo movimento nacional, mas os médicos locais não aderiram à paralisação.