CIDADE

Paralisação de médicos residentes interrompe atendimentos no HC

Médicos residentes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro aderem ao movimento nacional e realizaram paralisação; o movimento foi realizado ontem

Geórgia Santos
Publicado em 25/09/2015 às 07:53Atualizado em 16/12/2022 às 22:07
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Foto/Divulgação

Médicos residentes do Hospital de Clínicas realizaram ontem manifestação durante a paralisação de um dia

Médicos residentes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) aderem ao movimento nacional e realizaram paralisação. O movimento foi realizado ontem e apenas permaneceu o atendimento de urgência e emergência, sendo que os demais serviços foram interrompidos.

Com cartazes e faixas pedindo melhorias nas condições de trabalho e demais reivindicações, os médicos residentes permaneceram durante todo o dia nas proximidades do hospital. Aderiram ao movimento 80% dos profissionais que atuam no HC, isto é, dos 180 médicos residentes, 140 participaram da paralisação, os demais estavam no atendimento de urgência e emergência. “Ainda é apenas um dia de paralisação, mas se não houver avanços nas negociações com o governo federal, podemos sim entrar em greve, inclusive alguns serviços de outros hospitais já estão com funcionários em greve, como, por exemplo, o serviço de residência de cirurgia geral do HC/UFU”, explica o médico residente do HC/UFTM, Clóvis Batista de Oliveira.

Conforme divulgado pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), entre as principais reivindicações, a categoria pede fiscalização imediata de todos os programas de residência do país para garantir a qualidade deles antes da abertura de novas vagas. A fiscalização deverá ser realizada por médico de especialidade correspondente ao programa e representante dos médicos residentes, assim como a revisão do Decreto nº 8.497, de 4 de agosto de 2015, para garantir que a residência médica permaneça como “padrão ouro de formação de especialistas”. “Também queremos melhorias na estrutura dos hospitais, evitando a superlotação e a falta de insumos, o que gera dificuldade para atender à população. Fizemos a manifestação para reivindicar nossos direitos e mostrar à população que também pedimos para todos os usuários”, enfatiza Clóvis, lembrando que a pauta e objetivos solicitados pela categoria são nacionais. As negociações estão acontecendo com os ministérios da Saúde e Educação.

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