Cerca de 200 servidores do Codau, segundo o Sindicato dos Trabalhadores, e 70, de acordo com a direção do Centro Operacional, cruzaram os braços no primeiro dia de paralisação
Foto/Neto Talmeli
Funcionários do Codau permaneceram ontem parados diante da unidade localizada no bairro Fabrício
Cerca de 200 servidores do Codau, segundo o Sindicato dos Trabalhadores, e 70, de acordo com a direção do Centro Operacional, cruzaram os braços no primeiro dia de paralisação. Ontem apenas aderiram ao movimento funcionários dos setores operacional, de manutenção e de leitura. Contudo, se não houver avanço nas negociações, hoje também podem parar os servidores dos centros de reservação, atingindo o serviço de abastecimento, segundo liderança do movimento.
As principais reivindicações da categoria são a incorporação de produtividade aos salários, pagamento de horas extras e melhorias no plano de carreira. “São pedidos que estamos fazendo há três anos, desde o início do atual mandato. O plano de carreira possui falhas que precisam ser revistas. Quando há negociações para atender solicitações dos servidores municipais, os trabalhadores do Codau são prejudicados, nem sempre recebem os benefícios por ser considerada autarquia”, explica o vice-presidente do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto de Uberaba), Alex Adenair Oliveira Leal.
A manifestação desta terça foi realizada no Centro de Reservação 2, do bairro Fabrício. “Passamos os dia esperando por contato da direção, ninguém nos procurou, ao contrário, nos chegou a informação de que haveria cortes de salários para os funcionários que aderiram ao movimento”, afirma Alex.
O sindicalista destaca que o movimento é legal e que houve comunicado prévio nos jornais, à presidência do Codau, Prefeitura, enfim, nos locais necessários. “Apenas queremos um posicionamento e que nossas reivindicações sejam atendidas. Por diversas vezes falamos do assunto com a direção, mas não há avanços, nos enrolam, fazem a política do ‘tapinha nas costas’. Pedimos a compreensão da população”, explica.