Passageira reclama das condições de ônibus da Real Expresso, que faz a linha São Paulo-Uberaba e vice-versa. No último dia 12, a filha da dona de casa Maria das Dores Mont’Alvão comprou passagem pela empresa com destino a São Paulo. Entretanto, mesmo pagando valor mais caro para ter conforto, ela teve de viajar em um veículo bem inferior ao que foi oferecido.
De acordo com Maria das Dores, os problemas com a viagem da filha surgiram logo no início, quando o veículo chegou à rodoviária atrasado 15 minutos. Além disso, o ônibus não tinha emblema da Real Expresso, e em estava em péssimas condições. Assim que embarcaram todos os passageiros, o motorista saiu da rodoviária, mas se perdeu na cidade tentando encontrar a saída para São Paulo. “A minha filha me disse que os próprios passageiros tiveram de informar o motorista qual caminho seguir, pois ele não tinha nem mesmo um GPS, objeto de trabalho comum para um motorista de ônibus que circula em vários municípios”, afirma a dona de casa.
Já em relação às condições internas, a filha da dona de casa contou que as poltronas eram desconfortáveis, o veículo estava sujo e banheiro exalava mau cheiro. “Nós pagamos pela passagem o valor de R$ 98, por um ônibus executivo e previsão de chegada no Terminal Tietê às 5h20. Mas nada disso aconteceu, o ônibus era ruim, nada adequado para o transporte de longa distância, além do atraso, pois durante o percurso o pneu estourou e os passageiros tiveram de esperar por socorro”, afirma Maria das Dores, ressaltando que a filha não pôde esperar o conserto do pneu para não se atrasar no serviço, e por isso teve de gastar mais para pegar táxi.
A diretora do Procon de Uberaba, Eclair Gonçalves, explica que nestes casos o consumidor deve sim procurar os seus direitos, pois ele pagou por um produto, mas na verdade recebeu outro bem diferente. Portanto, ela sugere que a passageira faça uma reclamação no órgão de defesa do consumidor de Uberaba ou São Paulo; neste caso é preciso respeitar a região em que o produto foi adquirido.
Eclair revelou que diante da matéria divulgada no Jornal da Manhã vai instaurar o processo de ofício contra a empresa para apurar o fato. A equipe de reportagem do JM também tentou entrar em contato com a empresa, mas nenhum dos telefones disponíveis no catálogo foi atendido.