Construção de rampas de acessibilidade nos bairros tem desagradado população. O fato se dá pela não padronização do tamanho
Construção de rampas de acessibilidade nos bairros tem desagradado à população. O fato se dá pela não padronização do tamanho das mesmas e até pela localização e a eficiência do resultado. Ouvinte da Rádio JM – AM 730kHz, durante programa Linha Aberta, manifestou a indignação de moradores da rua Porto Velho, no bairro Santa Marta, onde funcionários da Prefeitura de Uberaba quebravam dois metros de cada lado das calçadas da via para construção das rampas. “Não dá para entender por que no centro da cidade, por exemplo, quebraram apenas um metro, aqui está sendo o dobro. Tudo bem que a calçada é pública, mas quem cuida e arca com ela, inclusive investindo dinheiro com pedras e pisos, são os proprietários dos imóveis”, explicou o morador, acrescentando que com a construção das mesmas, no tamanho de dois metros, fica muito reduzido o espaço para estacionamento de veículos na rua.
Na oportunidade, ouvinte também questionou sobre acessibilidade, levantando a questão de as calçadas não estarem adequadas para que um cadeirante, por exemplo, possa trafegar. “Estão todas esburacadas, sem contar os degraus. Para que serve a rampa?”, questionou.
Ainda no mesmo bairro, a situação para Renata Nogueira Rodrigues foi mais complicada. Ela explica que, por entender que a lei de acessibilidade é federal e deve ser cumprida, liberou para que fizessem as rampas em seus dois passeios, no cruzamento das ruas Macapá e Porto Alegre. Porém, fizeram a retirada das pedras, deixaram o local na terra e a empreiteira terceirizada pela Prefeitura foi embora sem realizar o serviço. “Não cataram as pedras, ficou terra pura. Pior, eles não estão no bairro mais e não deram nenhuma satisfação. E vai virando vandalismo, porque a pessoa passa, chuta pedras. Eu, sinceramente, não sei o que fazer. Antes não tivesse deixado”, expressa Renata.
Francisco Santos, morador do centro, também entrou em contato com o Jornal da Manhã reclamando das calçadas. Segundo ele conta, na avenida Guilherme Ferreira, em frente do banco Itaú, a situação do calçamento é vergonhosa. “É um local de fluxo de pessoas constante. A gente anda tropeçando ali. Na esquina com a avenida Leopoldino de Oliveira colocaram um poste, mas não calçaram em volta, ficou o buraco, pronto para os pedestres caírem”, critica Santos.
Márcio Antônio Santos, morador do bairro Mercês, também questiona a eficiência das rampas. Ele diz ter parente cadeirante e que não consegue trafegar em determinados locais, tanto por causa da situação das calçadas quanto pela localização das rampas, muitas vezes instaladas em locais totalmente inadequados.