O médico pediatra Benito Ruy Meneghello confirma que casos de fratura na clavícula durante o parto não são raros. Isso acontece no momento da expulsão da criança e pode ser constatado pelo obstetra, que informa o pediatra sobre a ocorrência do estalo. Nesses casos, a criança é avaliada pelo médico, mas nem sempre o diagnóstico de fratura ocorre no momento do nascimento. “O pediatra pesquisa o Reflexo de Moro e, se estiver prejudicado, pode ser fratura na clavícula, de úmero, omoplata ou distensão e alargamento de raízes cervicais”, explica Benito. Após a verificação do problema, dependendo da situação, a criança tem apenas o braço imobilizado. Em 12 dias é possível verificar calo exuberante no local onde houve a fratura. “Em casos mais graves o bebê precisa passar por cirurgia, mas na maioria das situações é necessária apenas a imobilização”, afirma o pediatra. (HC)