A Polícia Militar já tem conhecimento do caso por meio de denúncia dos moradores que participam do Conselho de Segurança
Moradores de bairros da periferia de Uberaba estão assustados com a presença de mulheres em comportamento suspeito, solicitando permissão para fotografarem crianças menores para um catálogo de bufê que será inaugurado na cidade. Ao serem questionadas, elas não apresentaram nenhuma identificação que pudesse garantir aos pais o mínimo de segurança.
Segundo Cláudia Silva Santos, moradora do bairro Elza Amui 3, ela foi abordada por duas mulheres morenas bem vestidas, que aparentavam ter entre 30 e 40 anos. “Elas já haviam me abordado há mais ou menos um ano e seis meses com a mesma história. Diziam que estavam para abrir um bufê e que precisavam de fotos de crianças. Após tanto tempo, elas retornaram. Quando eu disse não, ficaram nervosas e saíram dizendo que eu estava impedindo minha filha de ter uma carreira”, conta a mãe.
Os moradores alegam que as mulheres andam em quatro pessoas, sendo que duas ficam no carro, parado no início da rua, e as outras duas saem abordando os moradores em outro trecho da via. “A minha filha estava na varanda e elas chegaram aparentemente nervosas. Queriam que eu abrisse o portão para que pudessem fazer foto da minha menina do lado de fora”, relembra outra mãe do bairro Boa Vista.
Pela descrição, essas mesmas mulheres foram vistas no bairro Residencial 2000 distribuindo panfletos para crianças que saíam da escola municipal. “Disseram que essas fotos poderiam ir para Belo Horizonte. Nós não entendemos nada”, informa o pai Anderson Cassiano Pereira.
A Polícia Militar já tem conhecimento do caso por meio de denúncia dos moradores que participam do Conselho de Segurança Pública (Consep). Segundo a PM, a participação da comunidade em situações como essas tem sido de grande auxílio. “A denúncia apareceu exatamente quando estávamos trabalhando a rede de vizinhos nesses bairros de Uberaba e já encaminhamos para o serviço de inteligência da Polícia Militar, que está apurando os fatos”, informa o presidente do Consep – 84, José Paulino, localizado na rua Djalma Castro Alves, no bairro Boa Vista. “Nossa maior preocupação é ensinar como agir diante dessas situações. A comunidade tem que ficar alerta e criar o hábito de se vigiar. Como são recorrentes os fatos envolvendo crianças e adolescentes, caso não seja da nossa competência, protocolamos e encaminhamos aos órgãos responsáveis, como Promotoria da Infância, Conselho Tutelar, entre outros”, reforça Paulino.